Duas conselheiras tutelares de Cerquilho, no interior de São Paulo, foram indiciadas pela Polícia Civil no caso envolvendo um menino que defecou duas camisinhas no banheiro de uma creche. A investigação aponta omissão no socorro e na notificação de maus-tratos e possível abuso, com a Justiça avaliando o afastamento imediato das profissionais. A prefeitura foi procurada pela imprensa para comentar o caso, sem conclusão anunciada até o momento.
Conforme o delegado Emerson Jesus Martins, as conselheiras teriam se mostrado omissas ao registrar a ocorrência e não comunicaram o crime, expondo a vítima a novo risco. A análise aponta que elas permitiram que a mãe, hoje presa por suspeita de maus-tratos, levasse o menino de volta para casa. As investigações fundamentaram o indiciamento com base nos artigos 16 da Lei Henry Borel e 15-A da Lei de Abuso de Autoridade.
O caso veio à tona depois que funcionários da creche comunicaram o ocorrido à polícia e registraram as provas do crime. No dia seguinte, a mãe foi presa em flagrante. O Conselho Tutelar foi questionado por não acionar as autoridades, mesmo diante da comunicação recebida por e-mail.
Na sequência, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva da mãe, de 26 anos, que já cumpria prisão domiciliar, mas foi flagrada descumprindo a medida. Imagens obtidas pela reportagem mostram a mulher entrando em um carro no centro de Cerquilho, acompanhada de outra mulher. Ela já foi denunciada algumas vezes por maus-tratos contra os três filhos, que foram encaminhados ao Conselho Tutelar.
A Polícia Civil também pediu a revogação do alvará de soltura da acusada. A prefeitura de Cerquilho, questionada pelo portal Metrópoles, ainda não apresentou posição oficial. O caso segue em tramitação, com foco na proteção de crianças da cidade e na responsabilização dos envolvidos.
