PCC: Cadillac de Deolane apreendido em mansão não é vendido no Brasil

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Operação Verdix, deflagrada em São Paulo, derruba um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A ação resultou na prisão de Deolane Bezerra, no bloqueio de mais de R$ 327 milhões, na apreensão de 17 veículos de luxo e em quatro imóveis. A defesa aponta vínculos com uma transportadora de Presidente Venceslau usada para movimentar recursos ilícitos.

As investigações tiveram início com mensagens achadas em uma cela, em 2019, na Penitenciária II MaurÍCIO Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau. Os textos revelavam a dinâmica do PCC: tráfico de drogas, atuação de lideranças e planos de atentados a agentes públicos. Um bilhete indicava cobrança de Marcola e mencionava “aquela mulher da transportadora” que fornecia endereços de alvos.

Deolane Bezerra é apontada como alguém que oferecia uma camada de aparência legal para os recursos do PCC. Segundo a investigação, ela tinha vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da transportadora ligada ao esquema. Suas movimentações financeiras eram desproporcionais ao histórico público, com aquisição de bens de alto valor que não se explicam apenas pela atividade profissional da influenciadora.

Entre os bens apreendidos estão um Cadillac Escalade 2025, avaliado em mais de R$ 2 milhões, e um Mercedes AMG G63 4M, também estimado em cerca de R$ 2,02 milhões. O Cadillac, porém, não é vendido oficialmente no Brasil; modelos semelhantes costumam circular por importadoras, com valores que podem variar entre R$ 1,56 milhão e R$ 2,4 milhões.

A Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, o sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis ligados aos investigados. Seis prisões preventivas foram decretadas, reforçando o objetivo de interromper o fluxo financeiro ilícito e enfraquecer a estrutura econômica da facção.

A defesa de Deolane Bezerra sustenta a inocência da advogada e afirma que colaborará com a Justiça para esclarecer os fatos. As autoridades reiteram que as investigações continuam para esclarecer ligações entre pessoas, empresas de transporte e as operações financeiras atribuídas ao crime organizado.

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