Irã acusa EUA de sabotarem negociações de paz e faz ameaça: ‘Será mais devastador’

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O Irã acusa os Estados Unidos de sabotar as negociações para encerrar a guerra, alegando exigências excessivas, e avisa que uma eventual retomada das hostilidades por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, em seu segundo mandato, terá resposta devastadora. A mediação ocorre com suporte do Paquistão e do Catar, em meio a um cessar-fogo frágil e poucas rodadas de negociação desde abril, enquanto Washington sinaliza a possibilidade de novas ações militares. Palavras-chave para o momento: Irã, EUA, negociações de paz, Trump, Paquistão e Catar.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que, se Teerã for atacado novamente, o resultado será ainda mais devastador para os EUA do que no início do conflito. As declarações foram feitas após encontro com Asim Munir, chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, figura central nos esforços de mediação que chegaram a Teerã na noite de sexta-feira.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, comunicou ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que Washington mantém posições contraditórias e exigências excessivas que dificultam o avanço das negociações mediadas pelo Paquistão. Apesar das desconfianças, Teerã diz atuar com responsabilidade para alcançar um acordo justo.

Enquanto isso, o Catar confirma a intensificação das tentativas de mediação, e veículos de imprensa dos EUA relatam sinalizações de novos ataques contra Teerã. A CBS News informou que militares norte-americanos se preparam para possíveis ações, e Axios reportou que Trump se reuniu com assessores para discutir a guerra, ainda que tenha dito que não poderia acompanhar o casamento de seu filho Don Jr. por motivos de Estado. Em discurso próximo a Nova York, Trump afirmou que líderes iranianos estariam desesperados por um acordo.

Desde o cessar-fogo em 8 de abril, apenas uma rodada de negociações ocorreu em Islamabad, em 11 de abril, sem avanços significativos. Questões em aberto incluem o fim da guerra em várias frentes, como o Líbano e o Estreito de Ormuz, além do bloqueio aos portos iranianos e o tema nuclear. Diversos atores internacionais ampliam os esforços para evitar uma escalada maior na região.

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