Condenação nos EUA: ex-marido de galerista é considerado culpado de planejar a morte de Brent Sikkema no Rio. A justiça norte?americana, em tribunal federal de Manhattan, condenou Daniel Carrera Sikkema por conspirar para matar Brent Sikkema, em um caso que envolve Brasil, Cuba e Estados Unidos. O crime ocorreu em janeiro de 2024 no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, e teria sido motivado pela exclusão de Daniel do testamento do casal em maio de 2022.
Segundo as investigações, Alejandro Triana Prevez, cubano que trabalhava para o casal na época, foi contratado por Daniel para matar Brent. O acordo previa pagamento de 1,8 mil dólares mensais, com promessa de 200 mil dólares após a execução. Na noite do crime, Triana invadiu a casa com chaves fornecidas por Daniel, desferiu várias facadas contra Brent na cama, limpou a arma e levou 40 mil dólares e 30 mil reais.
Daniel permaneceu em Nova York com o filho do casal e apresentou um álibi à investigação. A defesa sustenta a inocência do ex-marido; a promotoria pediu prisão perpétua, classificando o crime como extremamente grave. O caso ganhou repercussão internacional, com atuação do FBI e cooperação entre as jurisdições dos EUA, Brasil e Cuba.
Brent Sikkema era galerista de Nova York e fundador da galeria Sikkema Jenkins, conhecida por representar nomes como Vik Muniz e Kara Walker. A condenação de Daniel, confirmada por advogados que atuaram no caso, evidencia a dimensão transnacional de crimes envolvendo disputas de herança. Triana Prevez continua preso no Brasil, aguardando julgamento, enquanto a pena de Daniel ainda será fixada pelo tribunal.
