Resumo: o Irã executou neste domingo Mojtaba Kian, filho do escritor Mohammad Gholi, condenado por espionagem, traição e cooperação com serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. A decisão foi proferida pelo Tribunal Provincial de Alborz, ratificada pela Suprema Corte, com confisco total de bens e conclusão do processo em menos de 50 dias.
De acordo com o processo, Kian forneceu informações estratégicas e coordenadas geográficas de instalações da defesa nacional a redes hostis ligadas aos EUA e a Israel. A agência iraniana Mizan — responsável pela cobertura do caso — aponta que ele enviou pelo menos oito mensagens contendo localizações críticas de fábricas de peças de armamento.
Em uma comunicação interceptada dirigida a agentes de uma rede de satélite estrangeira, o acusado fez menção explícita ao primeiro-ministro israelense, solicitando que o assunto fosse informado a Bibi (Benjamin Netanyahu). O Ministério Público destacou esse trecho entre as evidências usadas para fundamentar a acusação de espionagem para potências estrangeiras.
Na própria confissão, o acusado admitiu ter mantido contato com a plataforma de mídia citada e ter utilizado um canal privado e seguro para transmitir dados confidenciais. As perícias técnicas confirmaram o impacto direto da espionagem na segurança nacional, apontando que uma das instalações cuja localização foi revelada ficou destruída três dias após o envio da mensagem.
A pena máxima foi aplicada com base no Artigo 1º da Lei que aumenta as sanções por espionagem e cooperação com regimes hostis. O caso ilustra a rigidez do sistema judicial iraniano ao lidar com crimes que ameaçam a defesa e os interesses nacionais, destacando a rapidez do processo e a severidade das medidas previstas pela legislação.
