Financial Times diz que filme sobre Bolsonaro se tornou uma ‘comédia de erros’

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O Financial Times afirma que Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, já nasce envolto em controvérsia, apresentado como uma “comédia de erros” antes do lançamento. A produção, com Jim Caviezel no papel principal, ganhou destaque ao revelar que Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio, buscou financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em um investimento de cerca de US$ 24 milhões. A data de estreia coincide com a campanha de Flávio, enquanto o pai dele cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Meta descrição: Dark Horse, controvérsia e política se cruzam na pré-estreia do filme.

O centro da polêmica envolve o montante negociado com Vorcaro e a queda de atuação de uma instituição financeira relacionada a acusações de fraudes bilionárias, que acabou colapsando. Flávio Bolsonaro admitiu ter se encontrado com o banqueiro no fim do ano passado, mas negou irregularidades. “Fui encontrá-lo para pôr fim a essa história. Se ele tivesse avisado que a situação era grave, eu teria procurado outro investidor,” disse o senador, segundo relatos da imprensa internacional.

O Financial Times aponta que, além das controvérsias, a imagem de Flávio tem recuado nas últimas sondagens, abrindo espaço para Lula no quadro eleitoral. Enquanto isso, Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, afirma que planeja promover o filme nos Estados Unidos para ampliar o alcance da narrativa, apostando em um público além das campanhas tradicionais. O roteiro vazado mescla temas religiosos, mensagens anti-sistema e cenas de momentos reais, como o atentado de 2018 contra Bolsonaro.

A narrativa acompanha a ascensão de Bolsonaro e a trajetória política recente do país, mas o que domina é o embate entre a produção e a atual cena eleitoral. A imprensa britânica destaque que as decisões de investimento e as ligações com o mundo financeiro geram discussões acirradas em Brasília, enquanto as pesquisas sinalizam que o filme já envolve moradores de várias regiões do país, dificultando a leitura de cenários futuros.

Em síntese, o Financial Times mostra que Dark Horse se tornou notícia antes mesmo de estrear, com revelações que alimentam críticas políticas e colocam a campanha de Flávio Bolsonaro sob escrutínio. A produção permanece atraente por seu elenco internacional e pela tentativa de capturar momentos decisivos da era Bolsonaro, gerando uma soma de curiosidade e cautela entre o público da cidade e da região.

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