Canavieiras, no Litoral Sul da Bahia, celebrou 135 anos de emancipação política nesta segunda-feira (25) com um marco inédito: pela primeira vez, não houve desfile cívico. A cerimônia, que historicamente reunia manifestações culturais e participação da população, revelou o desgaste da gestão municipal e o distanciamento entre autoridades e moradores, sinalizando um momento de cobrança por mudanças.
Tradicionalmente, o aniversário da cidade mobiliza escolas, manifestações culturais e a participação da cidade. Nesta edição, o palco ficou praticamente vazio e o silêncio tomou as ruas, um protesto que moradores associam ao atual governo e à forma como a administração tem conduzido os assuntos locais.
Durante os atos oficiais de hasteamento da bandeira e das atividades cívicas promovidas pela prefeitura, a participação foi mínima. A ausência de presença pública reforçou a leitura de que há descontentamento com a condução administrativa de Canavieiras.
As críticas apontam problemas estruturais, atraso de investimentos e falta de diálogo com a cidade. Esse conjunto de fatores tem ampliado o distanciamento entre a gestão e os canavieirenses, aumentando as cobranças por ações e clareza sobre o futuro da cidade.
O prefeito de Canavieiras é Paulo Carvalho (Avante). Nos bastidores, aliados próximos evitam exposições públicas diante da repercussão negativa do aniversário sem participação popular, evidenciando o desafio de reconquistar a confiança da população e manter o andamento da cidade.
