Caso Henry Borel: julgamento segue nesta terça com quatro testemunhas

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O julgamento da morte de Henry Borel, 4 anos, continua nesta terça-feira, 26 de maio, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. A sessão retoma com a oitiva de quatro testemunhas — dois delegados, o médico legista e o perito do caso —, enquanto Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio qualificado. Meta descrição: julgamento de Henry Borel segue no Rio com novas testemunhas, destacando as acusações contra Jairinho e Monique e o contorno do caso.

A magistrada Elizabeth Machado Louro decidiu interromper a sessão após analisar mais de 23 pedidos apresentados pela defesa de Jairinho, todos negados. O Ministério Público e a condução do júri entendem que as petições eram manobras para atrasar o andamento do processo.

A primeira testemunha a ser ouvida é o delegado Edson Henrique Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). Ele acompanhou as investigações, participou do indiciamento e da prisão de Jairinho e Monique Medeiros.

As oitivas seguintes devem ocorrer com a delegada Ana Carolina Lemos Medeiros de Caldas, o médico-legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito Luiz Carlos Leal Prestes. A expectativa é de um julgamento longo, com duração prevista entre cinco e 10 dias.

No processo, Jairinho responde por homicídio qualificado; Monique Medeiros, por homicídio qualificado e omissão. A sessão começa com a participação de 15 jurados que ouvirão as testemunhas, conforme a dinâmica do Tribunal do Júri.

Relembre o caso: Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, no apartamento em que morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho. A dupla alegou ter encontrado a criança desacordada; Henry foi levado ao hospital com lesões graves, vindo a falecer por hemorragia interna e laceração hepática. A investigação foi apontando várias lesões pelo corpo da vítima — 23, segundo o laudo do IML — o que alimentou a versão de maus-tratos, enquanto a defesa sustenta que houve acidente doméstico. O laudo do IML não confirmou a versão de acidente.

O caso ganhou status de grande repercussão, destacando a atuação do júri e os protocolos de apuração de violência contra crianças no Rio de Janeiro. A expectativa é esclarecer os fatos que envolveram Henry e confirmar ou afastar as responsabilidades dos envolvidos, com os próximos dias de audiência.

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