Petróleo volta a subir após bombardeio dos EUA e com impasse em acordo

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Preços do petróleo oscilam diante de ataques no Irã e de negociações regionais. Com a tensão no Oriente Médio, os mercados começaram a manhã com movimentos díspares, refletindo o balanço entre riscos geopolíticos e expectativas de acordo para encerrar o conflito.

O petróleo teve movimentos distintos na manhã desta terça. O contrato futuro de julho do WTI recuava 3,85%, para US$ 92,88 o barril, enquanto o Brent subia 3,12%, para US$ 99,14. Na sessão de segunda-feira, o petróleo fechou em queda: WTI caiu 6,7% para US$ 90,13 e Brent cedeu 6,78%, para US$ 93,42.

As guerras no sul do Irã e as negociações diplomáticas para encerrar o conflito no Oriente Médio continuam ditando o humor do mercado. Os Estados Unidos anunciaram ataques em território iraniano, classificados como autodefesa, com alvos ligados a lançamentos de mísseis e à instalação de minas subaquáticas. As ações, descritas como limitadas, ocorrem ainda durante o cessar-fogo vigente desde abril.

Entre relatos conflitantes, Bandar Abbas — polo estratégico portuário próximo ao Estreito de Ormuz — aparece como ponto-chave das informações. Enquanto autoridades iranianas sugerem que a situação segue “normal” na madrugada, a imprensa norte-americana chegou a mencionar a destruição de embarcações da Guarda Revolucionária, além de suposta linha defensiva antiaérea atingida pela resposta iraniana.

As negociações entre EUA e Irã tramam sob pressão. O presidente dos EUA, Donald Trump, em seu segundo mandato, apontou otimismo sobre um acordo, mas, pouco depois, adotou tom duro, dizendo que seriam necessários avanços significativos. Do lado iraniano, autoridades destacaram que ainda não há um entendimento próximo.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, comunicou por escrito que os países do Golfo não devem mais servir como escudo para bases americanas, reforçando que o tempo não volta atrás. A mensagem foi divulgada por meio de canais oficiais e sinaliza a rigidez da posição regional.

O Estreito de Ormuz continua no centro do debate. Local estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, ele concentra entre 20% e 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito, tornando a região fundamental para a economia global.

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