MP-BA promove reunião com conselhos de classe da saúde para conter venda irregular de GLP-1. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) reuniu, na tarde de hoje, representantes de conselhos de classe da área da saúde para tratar dos riscos da comercialização irregular de GLP-1, as canetas emagrecedoras. O objetivo é coibir a venda clandestina, a ausência de controle sanitário e o uso indiscriminado desses produtos, que podem colocar a saúde da população em risco.
Durante o encontro, a promotora Thelma Leal, do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (Ceacon), e a promotora Rocio Matos, do Cesau, destacaram problemas como publicidade enganosa, promessas de emagrecimento rápido sem respaldo científico e a comercialização por redes sociais e aplicativos sem autorização sanitária. Também foram citados a circulação de produtos falsificados ou importados irregularmente.
Thelma Leal afirmou que o cenário impõe riscos sanitários pela ampla circulação de substâncias sem garantia de qualidade, segurança e eficácia. Ela ressaltou ainda que muitos pacientes desconhecem a origem e a composição das substâncias aplicadas no próprio corpo.
Rocio Matos explicou que o objetivo do MP-BA é fortalecer o diálogo institucional e construir estratégias conjuntas de prevenção e fiscalização antes que as demandas aumentem. O MP atua em parceria com os conselhos profissionais e órgãos técnicos para impedir irregularidades e assegurar o uso adequado dos medicamentos registrados pela ANVISA, cobrindo toda a cadeia de comercialização, desde a origem e o fracionamento até os locais de aplicação e a habilitação dos profissionais.
Além das promotoras, participaram do encontro o promotor Adalto Araújo, coordenador do Caocrim; médicos do Cesau, Ana Paula Mattos e Poliana Barbosa; e representantes do Cremeb, do CRO, do CRF-BA, do CRF-BA, do Crefito-7 e do Conselho de Nutrição, além de equipes técnicas e assessorias jurídicas das instituições. A reunião reforça a atuação integrada para frear ilegalidades e proteger a saúde da cidade.
