O pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) criticou a situação das forças de segurança em Jequié, Bahia, apontando falta de estrutura e de uma condução da política de segurança pública que ele considera inadequada, o que gera insegurança entre policiais.
Segundo ele, a Polícia de Inteligência opera sem equipamentos básicos, dificultando ações no combate ao crime. “Não tem computador, não tem drone, não tem equipamentos que façam o trabalho”, afirma o ex-prefeito, reforçando a necessidade de fortalecer a estrutura policial para enfrentar o tráfico.
No tom das críticas, Cocá pergunta como é possível enfrentar o tráfico sem a devida organização da polícia. “Como vamos combater o tráfico sem estruturar a polícia? Você não tem boa remuneração e, acima de tudo, o policial não se sente protegido pelo estado”, afirmou, destacando a relação entre salário, proteção e desempenho operacional.
A postura do governo estadual também é alvo de cobrança. O ex-prefeito aponta que o governo não apresenta respostas claras e que a polícia fica acuada, pois, segundo ele, se um policial matar um criminoso, acaba sendo penalizado, enquanto, se um bandido mata policial, nada ocorre contra o agressor. Essas afirmações ilustram a visão de que há insegurança jurídica sobre os agentes de segurança.
A fala de Zé Cocá ocorre em meio ao intenso debate sobre segurança pública na Bahia, tema que tem ganhado >atenção de eleitores na disputa eleitoral de outubro. Para ele, a situação regional de Jequié reflete preocupações mais amplas sobre como a violência é tratada pelo governo estadual e como isso afeta a confiança de moradores na gestão da segurança.
