Backrooms é uma lenda urbana de horror liminar que nasceu de uma foto aparentemente comum e ganhou corpo coletivo na internet. A partir de uma imagem de uma sala vazia, a história se expandiu para níveis intermináveis, regras de sobrevivência e criaturas sombrias, abrindo espaço para uma adaptação cinematográfica com Renate Reinsve e Chiwetel Ejiofor.
Antes de chegar aos cinemas, a creepypasta já conquistava fãs. A foto de uma reforma em Wisconsin, publicada originalmente em 2003, voltou a circular em 2019 com descrições que falavam de uma sensação perturbadora. Em pouco tempo, internautas criaram centenas de ambientes diferentes, cada um com suas próprias regras e perigos, consolidando o conceito dos Backrooms.
Assim nasceu a lenda dos Backrooms, um universo de salas amareladas, iluminação excessiva e corredores que parecem não ter fim. Do ponto de vista de fãs, a narrativa ganhou níveis específicos, como o Nível 102 — Abismo de Água Doce, descrito como uma estrutura infinita repleta de água potável, e considerada relativamente segura por alguns. Outros espaços ficaram famosos, como o Nível 172, um labirinto de portas verdes repleto de objetos antigos, e o Nível 34, uma rede de túneis de esgoto claustrofóbicos. Cada nível acrescenta regras de sobrevivência, sons e perigos próprios.
“Se você não tomar cuidado e atravessar a realidade nos lugares errados, vai acabar nos Backrooms, onde existe apenas o cheiro de carpete antigo e úmido, o tom amarelo dominante e o ruído constante das luzes”, descreveu uma das publicações.
Ao longo dos anos, tutoriais, relatos e teorias foram reunidos em páginas dedicadas, alimentando a expansão do fenômeno. Além das descrições, a comunidade também explorou cenários variados, como salas alagadas, cidades abandonadas e estruturas formadas por blocos translúcidos, sempre desafiando a lógica.
Com o tempo, a história ganhou corpo audiovisual. Em 2022, Kane Parsons, então com 16 anos, publicou um curta de 9 minutos feito em animação 3D que simulava uma fita perdida pelos Backrooms. O vídeo ajudou a transformar a lenda de imagens estáticas em uma narrativa visual realista, chegando aos milhões de views e atraindo a atenção da indústria cinematográfica.
Agora, o universo chega às telas em formato de longa-metragem. O filme coloca Renate Reinsve como Mary Kline, uma psicóloga ambientada nos anos 1990, cuja investigação é desencadeada após a descoberta da existência dos Backrooms durante uma sessão de terapia com Clark, interpretado por Chiwetel Ejiofor. A demolição da casa onde Mary cresceu desencadeia uma jornada emocional que os leva a explorar os corredores infinitos da realidade paralela.
Segundo o diretor, Clark é alguém apegado ao mundo construído pelo homem, e os Backrooms enganam parte de sua mente, oferecendo um conforto que não é fornecido por um sistema nervoso estável. O filme aposta no horror liminar, que provoca medo não pela presença de monstros, mas pela estranheza de espaços vazios que perderam sua função original.
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A ambientação, o tom e o elenco reforçam a aposta do filme no horror liminar, em que o medo nasce da estranheza de ambientes vazios mais do que pela presença de monstros. A produção promete uma experiência imersiva, associando o suspense dos cenários a um arco dramático centrado na psicologia de seus personagens.
Para os fãs, a combinação entre a origem viral da história, a expansão de níveis e a adaptação cinematográfica cria uma ponte entre internet e tela grande. A produção, com roteiro e direção que exploram o desconforto existente nos espaços que parecem perder a função, promete manter o eixo sombrio que define a lenda desde suas primeiras imagens.
E você, já conhecia os Backrooms? O que acha da ideia de transformar uma história de internet em um longa de terror que brinca com a realidade e a percepção de espaço? Compartilhe suas opiniões nos comentários e conte qual cenário dos Backrooms mais te instiga ou assusta.
