PL usa deep fake em convenção para lançar Flávio Bolsonaro

PL realizou, durante a sua convenção, uma apresentação com deep fake da imagem e da voz do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de promover a candidatura do seu filho Flávio Bolsonaro. Na montagem, Bolsonaro afirma, em tom de simulação, que “isso que vocês estão vendo não sou eu, é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”. O partido anunciou Flávio como pré-candidato à Presidência.
O TSE é citado no texto por meio da referência à Resolução nº 23.732, de 27 de fevereiro de 2024, que proíbe o uso de conteúdo sintético para prejudicar ou favorecer candidaturas. O material descreve ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) estaria impedido de se manifestar sobre assuntos políticos de forma direta ou indireta, conforme o contexto da convenção.
Na sequência da apresentação, o vice-presidente do PL teria mostrado, na simulação, discurso em que Bolsonaro afirma estar “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz”. A peça audiovisual também traz a promessa de substituir Bolsonaro por seu filho na liderança do movimento, com a frase simulada: “Vem com fé. O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente”.
O material reproduz ainda mensagens da timeline do ex-presidente, como uma carta publicada por Flávio Bolsonaro anunciando a candidatura do pai e, em outra ocasião, uma comunicação dirigida “aos brasileiros” sobre apoiar o pré-candidato. O tom utilizado na publicação reforça a linguagem de campanha, segundo o relato do texto.
Não é a primeira vez que Bolsonaro é associado a episódios de silêncios quebrados ou mensagens públicas veiculadas de forma abrupta. O texto cita que, em dezembro do ano anterior, Flávio havia publicado uma carta na qual afirma que o pai seria o candidato à Presidência. Em outra publicação, o filho reforçou o apoio ao projeto, pedindo empenho de todos em prol do pré-candidato.
Como referência jurídica, o documento menciona a Resolução 23.732 do TSE, que proíbe conteúdos sintéticos usados para influenciar eleições. O texto sustenta que, diante desse cenário, a convenção mostrou tensão entre prática de campanha e limites legais, com a leitura de que a decisão de restringir ações desse tipo caberá às autoridades competentes.
Para quem acompanha a cobertura, a matéria cita a Metrópoles como fonte de informações, reforçando o repasse de notas e trechos da convenção veiculados pela publicação. Acesse todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles.
