Dos fóruns obscuros da internet para Hollywood: conheça ‘Backrooms: Um Não Lugar’

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Backrooms: Um Não Lugar chega aos cinemas levando a inquietante lenda das Backrooms para o grande público. Dirigido por Kane Parsons, o filme acompanha Clark, um homem cuja loja oculta um labirinto interminável, enquanto sua terapeuta parte numa busca perturbadora para encontrá-lo. O elenco reúne nomes de impacto, como Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, em uma produção da A24 que investe em horror psicológico com atmosfera claustrofóbica. A estreia está marcada para 28 de maio de 2026.

As Backrooms começaram em 2019, surgindo de uma imagem vazia de escritório postada em fóruns online. A descrição falava de noclip, um recurso de videogame que pode atravessar a realidade e prender alguém em um espaço sem saída. O ambiente, composto por corredores amarelos, salas vazias e um zumbido constante, funciona como um liminal space — familiar, mas desconcertante o bastante para parecer fora de lugar.

O fenômeno ganhou vida própria: fãs criaram níveis, entidades e regras de sobrevivência, virando um ecossistema colaborativo. O lore se expandiu por meio de jogos, vídeos virais e comunidades dedicadas, defendendo uma ideia simples e perturbadora — ficar preso em um lugar que parece real, porém infinitamente estranho.

Foi nesse caldo que surgiu Kane Parsons. Em 2022, ainda adolescente, ele lançou o curta The Backrooms (Found Footage) no YouTube, recriando a estética da lenda como se fosse uma gravação perdida dos anos 1990. O vídeo viralizou e catapultou Parsons como uma promessa do terror contemporâneo, atraindo a atenção da A24, que decidiu converter a ideia em longa-metragem.

Backrooms: Um Não Lugar amplia o conceito com uma história expandida. A trama acompanha Clark, que desaparece após descobrir uma espécie de labirinto escondido sob uma loja de móveis. Sua terapeuta investiga o desaparecimento, mergulhando em uma dimensão paralela repleta de corredores infinitos e espaços que parecem desmoronar a cada passo. O elenco inclui Chiwetel Ejiofor, indicado ao Oscar, Renate Reinsve e Mark Duplass, fortalecendo o peso dramático da produção.

A produção impressiona pelo cenário físico: um set de aproximadamente 30 mil pés quadrados foi levantado para capturar a sensação de claustrofobia e estranheza que tornou a lenda tão popular na internet. Mais do que um filme de terror, o projeto representa uma das raras passagens de uma lenda digital para Hollywood sem perder a essência inquietante que a originou. E você, o que acha dessa fusão entre internet, horror e cinema de autor? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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