No conjunto das últimas horas, novos bombardeios dos EUA no sul do Irã elevaram o tom do confronto entre as duas nações, o mais grave desde o cessar-fogo em vigor. Enquanto Teerã acusa o Ocidente de pressionar pela continuidade do conflito, Washington aponta para ações defensivas, e o tema central—o Estreito de Ormuz—volta a figurar como ponto de tensão entre os dois lados.
Um funcionário americano disse à Reuters que, durante a noite, as Forças Armadas abatam quatro drones de ataque iranianos e atingiram uma estação de controle no porto de Bandar Abbas, com um quinto drone prestes a ser lançado. Segundo ele, as ações foram calculadas, puramente defensivas e com o objetivo de manter o cessar-fogo que começou em 7 de abril. A resposta foi apresentada como um movimento para evitar uma escalada maior.
A versão iraniana ganhou voz pela televisão Tasnim, que citou uma fonte militar afirmando que a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra um petroleiro norte-americano tentando passar pelo Estreito de Ormuz, levando-o a recuar. Os militares dos EUA, por sua vez, teriam realizado um ataque numa área desabitada perto de Bandar Abbas; não houve relatos de vítimas ou danos, conforme a fonte iraniana.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado uma base americana, sem detalhar qual, enquanto o Exército do Kuwait relatou ataques por mísseis e drones na região. O ambiente na região permanece tenso, com ações que permanecem sem confirmação independente e com cada lado atribuindo responsabilidade aos demais.
Horas antes, a televisão estatal iraniana afirmou ter obtido um memorando preliminar que sugeriria a reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz dentro de um mês. A visão apresentada era de cooperação entre Teerã e Omã para administrar a via, com Washington suspendendo o bloqueio naval e retirando suas tropas das áreas fronteiriças. Trump negou as informações, dizendo que ninguém controlará o estreito, lembrando que as águas são internacionais e sinalizando que o Irã precisa compreender que não há espaço para imposições.
Resultados de uma semana marcada por retóricas e contranotícias indicam que as divergências entre EUA e Irã persistem, mesmo com declarações públicas da Casa Branca de que um acordo pode estar próximo. Ebrahim Azizi, do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, criticou a linha do presidente norte?americano, lembrando que ameaças não forçam concessões. E você, como vê esse embate que envolve Ormuz, cessar-fogo e a economia da região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.
