Resumo: a Polícia Federal aponta o ex-governador Cláudio Castro como elemento central de um esquema envolvendo a Rioprevidência e o Banco Master. Segundo a PF, Castro manteve pelo menos nove encontros com o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo jantares caros em Nova York e uma degustação de vinhos milionária. Em meio a esse contexto, Castro desistiu de concorrer ao Senado pelo PL.
O relatório da PF descreve uma relação que extrapolava o âmbito institucional, sugerindo que o objetivo era alinhar-se a um lifestyle de alto luxo oferecido por Vorcaro e, segundo as investigações, auferir lucro com o caixa do fundo de previdência destinado a títulos do Master. A constatação levanta preocupações sobre o uso de recursos de servidores e pensionistas em favor de interesses particulares.
Em 26 de maio, o ministro André Mendonça autorizou busca e apreensão contra Castro e mais nove pessoas ligadas ao suposto esquema do Rioprevidência com o Master. A decisão sustenta que houve favorecimento ao Master em detrimento das contas públicas, configurando atuação que ampliava o poder de decisão do que a PF chama de núcleo político da organização criminosa.
A documentação apresentada pela PF cita encontros específicos: em Nova York, Vorcaro pagou um jantar de R$ 66 mil para o ex-governador, em 2023; no ano seguinte, os dois também participaram de uma degustação de vinhos avaliada em R$ 5,2 milhões. O relatório afirma que tais movimentações expuseram o caixa de um fundo de servidores a operações ligadas a títulos do Banco Master.



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Como pano de fundo, certo ministro já havia determinado as buscas como forma de esclarecer o papel do “núcleo político” na condução de investimentos destinados ao Master, evidenciando a tensão entre interesses de gabinete e a responsabilidade com o erário público. O desfecho envolvendo Castro encerra mais uma etapa de investigações sobre o uso de recursos da previdência estadual.
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