Medida foi divulgada nessa quarta-feira (15/7) após concluções de investigações de supostas “práticas desleais” de comércio
16/07/2026 01:08
, atualizado 16/07/2026 01:13

Resumo: a partir de 22 de julho, os Estados Unidos aplicarão uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, após investigação do USTR sobre supostas práticas desleais no comércio. a medida visa pressionar o Brasil a revisar políticas-chave, com exceções e impactos setoriais a serem observados.
A divulgação ocorreu nesta quarta-feira, 15 de julho, e, segundo o governo de Donald Trump, que está em seu segundo mandato nos EUA, a imposição decorre da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, conforme conclusão do USTR. A decisão vem acompanhada de uma lista de isenções para certos produtos.
Entre os itens que não serão taxados estão alimentos como café, mel orgânico, açúcar, carne bovina, laranja, bem como terras-raras e outros insumos estratégicos. Esses setores ganham alívio para evitar impactos diretos no consumo e na cadeia produtiva.
Por outro lado, itens que entrarão na tarifa incluem etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, vários químicos, papel, açúcar e outros produtos. Produtos de aço e alumínio já enquadrados em tarifas existentes ficam de fora desta nova leva, assim como alguns insumos industriais e itens do setor aeroespacial, como aeronaves civis, motores e componentes.
A USTR aponta seis áreas centrais de preocupação:
- comércio digital e serviços de pagamento eletrônico;
- acesso do etanol americano ao mercado brasileiro;
- proteção da propriedade intelectual;
- desmatamento ilegal, que, segundo o órgão, reduziria os custos de produção de alguns setores brasileiros;
- políticas de combate à corrupção;
- adoção de tarifas preferenciais consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos.
A medida é apresentada como instrumento de pressão política e econômica para incentivar o Brasil a negociar mudanças nessas políticas, já que alternativas como manter negociações sem sanções ou adotar tarifas menores seriam menos eficazes.
Para o Brasil, trata-se de um movimento que pode impactar exportações e a relação comercial com os EUA, ao passo que abre espaço para negociações que reduzam barreiras e mantenham o comércio entre as duas nações.
E você, como encara essa decisão? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre o tema e conte como isso pode afetar negócios, consumo ou investimentos no Brasil.
