O número de feminicídios cresceu 30,5% entre janeiro e abril deste ano no estado de São Paulo, na comparação com igual período de 2025. Foram 82 casos anteriormente, ante 107 em 2026, segundo os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os números mostram que o interior paulista tem puxado a alta nos feminicídios, crimes cometidos contra as mulheres por uma questão de gênero, o que os diferem dos homicídios comuns.
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Em queda na capital (26,1%) e na Grande São Paulo (7,1%), os feminicídios tiveram alta de 71,1% nas cidades do interior do estado, pulando de 45 para 77 casos entre janeiro e abril deste ano.
Levando-se em consideração apenas o mês de abril, houve estabilidade, com 20 casos neste ano, ante 21 em 2025.
No mesmo período, o número de homicídios envolvendo mulheres, excluindo feminicídios, caiu 18,5% no estado, passando de 65 para 53.
Homicídios em geral
Segundo a SSP, o estado de São Paulo teve o menor número de homicídios para um primeiro quadrimestre na série histórica iniciada em 2001. Foram 807 casos de janeiro a abril deste ano, ante 838 de igual período de 2025, uma queda de 3,7%.
Também houve queda no número de latrocínios (roubos com morte) nos quatro primeiros meses do ano, passando de 51 para 31 casos, uma queda de 39,2%, se comparado com os mesmos meses de 2025.
O que diz a SSP
A SSP afirma que o combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes é prioridade da atual gestão e que o estado tem ampliado canais de denúncia, acolhimento especializado e medidas de proteção às vítimas.
“Atualmente, São Paulo conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 Salas DDM para atendimento remoto e mais de 650 policiais especializados. Também foram implantadas Salas Lilás em unidades do Instituto Médico Legal para atendimento humanizado às vítimas”, diz em nota.
Segundo a SSP, entre as medidas recentes, o governo lançou a Patrulha SP Mulher Segura, da Polícia Militar, que contará com 101 viaturas exclusivas em diversos municípios até o fim de 2026, além da criação de 40 Espaços Lilás em unidades da PM. Também cita o aplicativo SP Mulher Segura, com 64 mil usuárias, mais de 2,5 mil boletins de ocorrência registrados e 16,6 mil acionamentos do botão do pânico desde 2024.
A SSP diz que ações como o monitoramento eletrônico de agressores, que alcançou 1,3 mil autores de violência doméstica; o auxílio-aluguel para mulheres vítimas, que beneficiou 4,6 mil pessoas desde 2025; e a expansão das Casas da Mulher Paulista, com 20 unidades inauguradas e outras 16 em construção. “Na capital paulista, os feminicídios foram zerados em abril, resultado que não era alcançado desde janeiro de 2023”, diz.
