‘Aqui não dá pra você morrer’: mulher relembra como foi jogada de penhasco

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Ana Cláudia Rodrigues, 41 anos, foi empurrada de um penhasco na Serra do Rola-Moça, em Belo Horizonte, pelo ex-companheiro. Após cerca de 24 horas desaparecida, ela foi localizada viva, recebendo atendimento médico e dando início a uma investigação que aponta violência reiterada e uma tentativa de homicídio. O caso ganhou contornos de grande repercussão na região.

A vítima relatou que o ambiente ao longo do dia 25 foi marcado por agressões que, segundo ela, duraram cerca de duas horas. Em meio à sequência de empurrões, chegou a perguntar se seria morta. Em certo momento, o agressor se aproximou da borda do penhasco e tentou justificar a investida, dizendo que a amava, numa versão que contrasta com as ações de violência descritas por Ana Cláudia.

 

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Em seguida, a investigação revelou que Sivanildo Amâncio de Araújo, 52 anos, foi localizado em Varze da Palma, Norte de Minas. No veículo, a polícia encontrou um canivete, várias facas e quatro celulares, um deles envolto em papel alumínio para dificultar rastreamento por GPS. A versão dele para o caso chegou a incluir acusações de que a ex-esposa teria sido provocada por filhas, mas as autoridades trabalham com o contexto de violência reiterada e planejamento violento.

Após ser detido, o agressor declarou que não tinha um plano prévio, afirmou que colaboraria com as buscas e que só tentou se defender, reforçando a narrativa de que tudo teria ocorrido sob tensão extrema. Enquanto isso, Ana Cláudia foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu, levada consciente para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, onde recebeu alta na quarta-feira, 27, sem fraturas graves, apenas escoriações e ferimentos no rosto e no pé.

Veja o momento do resgate

O caso começou a tomar contour de operção de busca quando a filha mais velha, Thaiene Heloísa, de 24 anos, registrou o desaparecimento por volta das 10h de segunda-feira. A ação envolveu diversas forças, drones e sensores térmicos, com apoio da aeronave Arcanjo, totalizando sete viaturas terrestres e cerca de 22 militares ao longo de dois dias de buscas intensas. Ana Cláudia foi localizada por volta das 11h desta terça-feira, em um paredão entre dois mirantes, ainda consciente e orientada, sem sinais graves, já sob cuidados médicos.

Entenda o desfecho: a vítima, que estava desaparecida há quase um dia, foi resgatada com vida de uma queda estimada em 50 metros — os primeiros 10 metros em linha íngreme, os 40 metros seguintes em terreno mais estável. O atendimento precoce evitou complicações graves e permitiu que a família demonstrasse o valor da intervenção rápida das equipes de emergência.

Se você acompanha este tipo de casos, compartilhe suas impressões nos comentários. Como você vê o papel das autoridades e das famílias no combate à violência doméstica? Sua opinião pode ajudar a ampliar a conscientização sobre a importância de buscar ajuda e de apoiar pessoas em situação de risco.

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