União Brasileira de Mulheres (UBM) acionou a Justiça contra o ator Juliano Cazarré e o Centro Universitário Católica Ítalo Brasileiro (Uni Ítalo) por causa do evento “O Farol e A Forja”, marcado para 24 a 26 de julho em São Paulo. O encontro, promovido como o maior circuito de palestras de homens no Brasil, suscitou críticas de movimentos sociais, feministas e parte da classe artística. O objetivo da ação é esclarecer o contúdo a ser abordado e questionar o formato que pode disseminar discursos misóginos.
A UBM argumenta que o rôdin de palestras pode propagar discursos que inferiorizam as mulheres, reforçam estereótipos de gênero e criam um ambiente de desqualificação. O pedido à Justiça reforça a necessidade de esclarecimentos sobre o conteúdo apresentado e o impacto social do evento.
Entre os fundamentos do movimento, está a declaração recente de Cazarré durante participação em TV, ao afirmar que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”. A UBM alega que a fala está descontextualizada e ignora a violência de gênero no Brasil, contribuindo para desinformar o público.
Vanija Andréa Santos, presidente da UBM Nacional, disse ao Metrópoles que o ator se coloca contra a ciência, pois a pesquisa serve para estruturar o pensamento, inclusive quando ele parece “light”, mas, na verdade, é misogínia pura.
A UBM também avaliou que, se o formato descrito por Cazarré for confirmado, a Uni Ítalo violaria direitos humanos e o papel social da instituição, o que levaria a uma avaliação de responsabilidades da universidade.
Repercussão entre colegas do meio e ingressos
O projeto “O Farol e A Forja” recebeu críticas de estrelas da língua cóntraria. Ingressos variam entre R$ 1.797 e R$ 5.747, segundo os lotes atuais. Artistas como Marjorie Estiano, Claudia Abreu e Paulo Betti manifestaram repúdio ao circuito, questionando o conteúdo e a forma de sua divulgação.
Marjorie Estiano deixou claro que o discurso promovido pela iniciativa não reflete a realidade e que a igualdade de gênero precisa de responsabilidade e prioridade. Claudia Abreu observou que o país registra altos n&u;meros de feminicídios, enquanto Betti comentou que o ator se apresenta de forma quase corporativa, como se fosse uma entidade separada.
Segundo a imprensa, as assessorias de Juliano Cazarré e do Uni Ítalo não responderam; o espaço permanece aberto para eventuais manifestações. A coberta segue em andamento, com a expectativa de posicionamentos oficiais das organizações envolvidas.





As imagens anexadas ao caso ajudam a contextualizar o debate público em torno do tema, com registros da cobertura e de manifestações de apoio e repúdio. A imprensa acompanha a repercussão, sem atrasos, enquanto o certame permanece sob avaliação das partes envolvidas.
Se quiser participar da conversa, compartilhe sua opinião sobre o papel dos homens na sociedade e o que você considera responsabilidade institucional em eventos desse tipo. O tema segue em pauta e merece um olhar atento de leitores, estudiosos e moradores da cidade.
Para facilitar a leitura, a galeria acima reúne as imagens de cobertura associadas à controvérsia, todas com largura suficiente para proporcionar boa visualização em dispositivos diversos. Clique em qualquer foto para ampliá-la com navegação entre as demais.
Qual é a sua leitura sobre o caso? Você acredita que o debate público pode contribuir para avanços reais na igualdade de gênero ou teme que certos formatos acabem normalizando discursos prejudiciais? Deixe seu comentário abaixo.
