Resumo: Em Alagoas, a operação Morro do Alemão, deflagrada pela SSP-AL, prendeu o influenciador Patrick Almeida, conhecido como PTK, ligado à facção Comando Vermelho. A ação, que envolveu 51 mandados judiciais, resultou em prisões, buscas e medidas cautelares, e visa impedir a expansão do grupo no estado.

PTK, segundo a SSP-AL, seria escalado pelo líder do CV em Alagoas, Nem Catenga, para disputar a vaga de vereador em 2024 e representar a facção na Câmara de Vereadores de Maceió.
PTK teria sido supostamente escalado pelo líder do CV em Alagoas, Nem Catenga, para ser candidato a vereador em 2024 e ser o representante da facção na Câmara de Vereadores de Maceió, segundo a SSP-AL.
Na época, ele pretendia concorrer pelo Solidariedade, mas a legenda o impediu. Em 2026, filiou-se ao MDB e se apresenta como pré-candidato a deputado federal em suas redes, autoestilando-se como “o cara das comunidades” e mantendo o slogan “respeita os motoboy” no Instagram.
A SSP-AL informou que, além de PTK, outras oito pessoas foram presas. No total, 51 mandados judiciais foram cumpridos, com 21 prisões, 30 buscas e apreensões e medidas cautelares contra membros da facção. As investigações indicam que a cúpula do CV em Alagoas buscava ampliar a presença do grupo no território.
As prisões ocorreram nas cidades de Maceió, Marechal Deodoro e no estado do Rio de Janeiro, segundo a SSP-AL. O delegado Igor Diego, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, afirmou que a operação Morro do Alemão é uma etapa importante no enfrentamento à expansão do CV no estado, bem como ao apoio político que a facção tenta encontrar.
Este caso reacende o debate sobre a atuação de facções criminosas no Nordeste e o papel das lideranças locais no crime organizado. Como você avalia as ações de combate à violência e a relação entre política e crime? Compartilhe sua opinião nos comentários.
