“Mentira infundada”: EUA nega plano para interferir nas eleições do Brasil

Escrito por: Diógenes Cunha

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Governo brasileiro negou visto a dois oficiais norte-americanos que viriam ao Brasil para fazer reuniões sobre o sistema eleitoral

O Departamento de Estado dos EUA informou que a visita de dois oficiais ao Brasil, programada para ocorrer entre 27 e 30 de julho, não tinha como objetivo desacreditar as eleições brasileiras. A nota oficial descreveu a ida como “uma visita de rotina”. A delegação, liderada por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do DRL, pretendia reunir-se com autoridades governamentais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil para tratar de integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão. O governo brasileiro, por sua vez, negou os vistos necessários.

Conforme informações divulgadas pelo The Washington Post, a missão tinha como objetivo levantar dúvidas sobre a integridade do processo eleitoral brasileiro. A reportagem aponta que a visita também estaria conectada a encontros com autoridades, líderes religiosos e representantes da sociedade civil, com foco em questões de integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

A reportagem do Metrópoles apurou junto a fontes do governo brasileiro que os oficiais dos EUA pretendiam se encontrar com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com “autoridades eleitorais”, para discutir temas ligados à liberdade de expressão e ao pleito marcado para outubro.

Em declarações públicas, Flávio Bolsonaro afirmou que haveria um relatório da CIA citando suspeitas de fraudes envolvendo urnas e a empresa Smartmatic, relação apresentada como parte das acusações sobre o sistema eleitoral. A fala ocorreu durante uma reunião com cerca de 40 embaixadas, na qual citou esses relatos como base para suas críticas.

Do lado institucional, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, defendeu a urna como instrumento de igualdade política. Em apresentação com embaixadores, ele destacou que “uma urna, um voto” simboliza a igualdade entre cidadãos e ressaltou que o Brasil desenvolveu uma das estruturas de integridade eleitoral mais sofisticadas do mundo.

O tema da integridade do sistema eleitoral permanece no centro do debate público, especialmente com a proximidade das eleições de outubro. A cobertura busca apresentar os fatos disponíveis de forma clara, sem especulações, fiel às informações verificáveis apresentadas pelas fontes citadas.

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