Nova pesquisa da AtlasIntel, realizada entre 30 de maio e 03 de junho com 1.273 brasileiros, mostra apoio expressivo à classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, em meio a debates sobre segurança pública e políticas de combate ao crime. 55,9% defendem a classificação, 40,8% são contrários e 3,2% não souberam opinar. a margem de erro é de 3 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%, conforme o levantamento que ganhou repercussão após a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
No que se refere à avaliação do desempenho do governo na área de segurança, 47,6% dos entrevistados disseram que as medidas são péssimas, 18,7% as consideraram boas, 18,1% ótimas, 8,7% regulares e 6,7% ruins. O resultado aponta um clamor por mudanças claras e urgentes na estratégia de combate ao crime organizado e na atuação institucional.
Quando questionados sobre as principais atividades dessas organizações, os respondentes destacaram: corrupção/infiltração política (48,3%), tráfico de drogas (44,2%), lavagem de dinheiro (39,8%), tráfico de armas e violência armada (29%) e controle territorial com intimidação da população (26,7%). Esses números revelam uma dinâmica de financiamento, influência e pressão sobre a sociedade.
Para sufocar o PCC e o CV, a população aponta caminhos com alta adesão: sufocamento financeiro (74,5%), controle rígido das fronteiras (29,1%), investimentos massivos em educação, emprego e inclusão para reduzir recrutamento de jovens (26,4%), aumento de operações policiais ostensivas e policiamento em comunidades (24,7%), e isolamento total das lideranças no sistema prisional (21,6%). Uma parcela pequena de 1,3% não sabe responder.
Quanto a quem mais impulsiona o crescimento dessas organizações, o público aponta o sistema judiciário (39,5%), os governos federais (36,3%), a desigualdade social e a falta de oportunidades (23,2%), seguidos por governos estaduais (22,2%) e o sistema prisional (11,2%), além de percentuais semelhantes de prefeituras (11,2%).
O panorama apresentado pela pesquisa reforça um desafio amplo: enfrentar a combinação de crime organizado, corrupção e desigualdade exige ações coordenadas de governo, justiça e sociedade civil. E você, qual caminho acredita ser o mais eficaz para reduzir a influência dessas organizações? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão.
