
São Paulo
PDT ameaça candidatura própria ao Senado em SP caso não obtenha vaga; PSOL indica vereador como suplente na chapa de Marina Silva
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles SP, parceiro do PrimeiroJornal, a aliança que sustenta PDT em São Paulo vive tensão após a convenção realizada neste domingo, 26 de julho. O PDT sinalizou que pode lançar candidatura própria ao Senado caso não seja contemplado com uma suplência na chapa que apoia Haddad, reacendendo o debate sobre a repartição de vagas entre as legendas.
Para a federação PSol-Rede, a indicação já está definida: Djalma Nery, vereador de São Paulo, foi apontado como primeiro suplente da candidatura de Marina Silva ao Senado. Já para Simone Tebet, candidata ao Senado na mesma chapa, o PDT sugeriu Marcelo Barbieri; porém, a suplência de Tebet deve ficar com Laio Morais (PT).
Após a convenção, lideranças do PDT e do PSol afirmaram que a ala mais alinhada ao PT e a Lula, representada por Guilherme Boulos e Érika Hilton, tem defendido Antonio Neto como suplente para reduzir os atritos dentro da aliança.
Por outro lado, setores do PSol menos próximos aos petistas defendem que o grupo passe a atuar pelo PT após as eleições, abrindo espaço para novos acordos entre Lula e o espectro da esquerda.
No cenário apresentado, se mantida a configuração atual, o PSB ficaria com duas vagas na chapa paulista (Tebet para o Senado e Márcio França na vice de Haddad); o PT, também com duas (Haddad e Laio Morais); e o PSol-Rede, com duas (Marina Silva e Djalma Nery). O PDT, por sua vez, ficaria sem uma vaga na chapa.
Lideranças pedetistas destacam que, em âmbito nacional, o PDT é maior do que PSol e PSB e possui mais vereadores, o que justificaria uma candidatura própria para ampliar o tempo de televisão e a exposição midiática, fortalecendo a posição da sigla no conjunto da aliança.
Após a convenção, participantes do PDT e do PSol afirmam que a ala ligada a Lula tem defendido Antonio Neto para a suplência justamente para amenizar tensões entre as siglas. Enquanto isso, setores do PSol menos alinhados aos petistas avaliam a possibilidade de uma reconfiguração com o PT após as eleições, priorizando os interesses da legenda de Lula.
