Anúncio de Carletto como suplente de Rui foi “surpresa” para aliados; restante da chapa deve ser definida em julho

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A base governista da Bahia ainda não fechou a chapa majoritária para 2026, e ruas internas disputam cada posição. O anúncio de Ronaldo Carletto (Avante) como primeiro suplente de Rui Costa (PT) foi feito sem consulta aos aliados, gerando desconfianças e pedidos de alinhamento. A definição da primeira suplência de Jaques Wagner (PT) também não está fechada, com as convenções partidárias marcadas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto.

Carletto apareceu como suplente na última quinta-feira (28) em Ilhéus, em evento com prefeitos das regiões Sul, Extremo Sul e Sudoeste, sem que houvesse um acordo prévio com a base governista. A escolha pegou parte da base de surpresa e aumentou a pressão para consolidar o conjunto de alianças antes das decisões finais.

Quanto à suplência de Wagner, três nomes aparecem como candidatos potenciais. A bancada do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) chegou a divulgar apoio a Edvaldo Brito, ex-prefeito de Salvador, enquanto Quinho Tigre (PSD), de Belo Campo, também manifestou interesse na vaga. O PCdoB, integrando a federação que reúne PT, PV e PCdoB, indicou a vereadora Aladilce Souza para compor a chapa majoritária.

O Bahia Notícias já havia sinalizado que a deputada federal Lídice da Mata (PSB) poderia ocupar a suplência de Wagner, após ter aceitado convite do próprio senador. No entanto, uma fonte próxima ao governo disse que nada está definido e que o desfecho depende das negociações até as convenções.

A manobra ainda esbarra em perfis e estratégias dentro dos partidos. A manutenção de Geraldo Júnior (MDB) na vice-governadoria foi anunciada após desgaste interno, e a dobradinha Jaques Wagner e Rui Costa permanece em debate, com o senador Angelo Coronel (Republicanos) fora da composição.

Do lado do PSB, a análise também envolve o impacto interno da eleição de 2026. Se Lídice aceitar ser suplente, sua reeleição à Câmara Federal ficará mais competitiva, sobretudo em Salvador, onde parte dos votos da deputada em 2022 veio da capital. A migração de nomes fortes para a disputa federal, como Mario Negromonte Jr., Vitor Bonfim e Elisângela, aumenta a possibilidade de pulverização de votos dentro do próprio partido.

Como ficam as alianças e as estratégias para 2026 ainda é pauta aberta. As próximas semanas devem trazer sinais mais claros sobre quem assume cada vaga e como ficará a coalizão da Bahia diante das convenções. E você, o que acha que vai prevalecer: alianças estáveis ou negociações pontuais para fechar a chapa?

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