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Defesa de Robinho faz nova investida no STF para conseguir semiaberto

Defesa de Robinho faz nova investida no STF para conseguir semiaberto
Defesa de Robinho faz nova investida no STF para conseguir semiaberto

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A defesa do ex-jogador Robinho apresentou ao STF um novo recurso para tentar modificar as condições da execução da pena de nove anos por estupro coletivo. O objetivo é retirar o caráter hediondo atribuído à condenação durante a homologação da sentença italiana no Brasil. O caso está sob análise do ministro Luiz Fux. Robinho cumpre a pena desde março de 2024, após decisão do STJ que determinou a execução no território brasileiro, em meio a etapas judiciais que ainda aguardam desfecho.

Os advogados pretendem abrir caminho para que o ex-jogador possa pleitear benefícios previstos na execução penal, incluindo eventual progressão para o regime semiaberto. A estratégia é fazer com que o STF apenas valide ou rejeite a sentença, sem modificar sua natureza jurídica. O STJ, no entanto, entendeu que a execução deve observar a legislação brasileira e, por tratar-se de estupro, classificado como crime hediondo, seguir as regras para esse tipo de delito.

Na nova manifestação apresentada ao Supremo, a defesa sustenta que a Justiça italiana condenou Robinho por um crime comum e argumenta que o STJ não poderia ter acrescentado a classificação de crime hediondo ao reconhecer a decisão estrangeira.

Os advogados afirmam que a corte brasileira deveria apenas validar ou rejeitar a sentença, sem modificar sua natureza jurídica.

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou contra a tese apresentada pela defesa. Apesar disso, o pedido permanece pendente de decisão.

Preso desde março de 2024, Robinho foi inicialmente encaminhado à Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista. Em novembro do ano passado, ele foi transferido para o Centro de Ressocialização de Limeira, onde permanece custodiado enquanto aguarda os desdobramentos judiciais do caso.

O andamento pode influenciar a forma como o Brasil aplica a cooperação judicial em casos com sentenças estrangeiras por crimes graves. Compartilhe sua opinião sobre qual caminho o STF deveria seguir nesse tema nos comentários.

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