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Veja cartas deixadas em ONG de BH por mulher que fingia ter 12 anos

Veja cartas deixadas em ONG de BH por mulher que fingia ter 12 anos
Veja cartas deixadas em ONG de BH por mulher que fingia ter 12 anos

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Resumo: Em Belo Horizonte, Amanda Maria Souza de Oliveira, conhecida como Karol, fingiu ser uma adolescente para conseguir acolhimento em abrigos, integrando temporariamente o Projeto ComPaixão. O caso ganhou repercussão nacional, culminando com a prisão em Santa Catarina. A diretora Delma Soares aponta que, além do aspecto criminal, há uma complexa discussão sobre saúde mental e proteção aos que recebem acolhimento.

Entre bilhetes, Amanda descrevia uma vida marcada por supostos abusos, exploração sexual e abandono, mantendo a narrativa de uma vítima. Em uma das cartas, ela agradecia pelos presentes recebidos no Natal e dizia ter vivido “um conto de fadas” graças ao acolhimento, deixando claro o conflito entre a alegria do momento e a dor de sua história contada aos que a recebiam. Em trecho citado, escreveu: “Foi um conto de fadas para mim. Nunca tive uma cestinha de Natal. Nunca ninguém fez por mim o que você fez por mim.”

As mensagens também revelavam a estratégia de Amanda para manter o papel de menor, reforçando uma versão de abusos que justificava a necessidade de acolhimento. Em outra passagem, afirma ter sido vendida e abusada pelos pais, chegando a mencionar um filho que teria ficado com o pai e sentimentos de culpa pela situação vivida.

Caso ganhou repercussão nacional quando a própria Amanda foi presa em Santa Catarina, depois de se passar novamente por adolescente para conseguir abrigo. Delma Soares relatou que, embora a fraude tenha ficado evidente, não houve desconfiança prévia sobre a identidade real da jovem, já que a linguagem era típica de uma adolescente e ela demonstrava carência, medo de abandono e carinho excessivo com quem a acolhia.

A diretora destacou que, se houve crime, ele deve ser apurado, mas reforçou a necessidade de encarar o episódio também como uma questão de saúde mental. Ela lamentou que o caso tenha virado meme sem que se conhecesse a história completa, lembrando que o tema envolve mais do que punição: envolve políticas de acolhimento e proteção à saúde emocional de quem atua nesses espaços.

O que você acha sobre esse caso? Como você vê a relação entre proteção de crianças, acolhimento em instituições e a saúde mental das pessoas envolvidas? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe sua leitura sobre o equilíbrio entre disciplina, empatia e responsabilidade.

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