Resumo: O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recorre da decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, morto em 2021. A disputa gira em torno da tipificação do crime e do efeito do veredito no andamento do caso.
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A ação foi protocolada logo após o fim das sessões do júri, na madrugada de 4 de junho, e aponta que a desclassificação de homicídio doloso para culposo pode alterar a responsabilidade de Monique. A juíza Elizabeth Machado Louro havia concedido o perdão judicial à ré, o que motivou o recurso do Ministério Público.
O MPRJ questiona a mudança de um dos quesitos do veredito — a diferença entre homicídio doloso (com intenção) e homicídio culposo (sem intenção). Segundo o órgão, a alteração ocorreu após a votação estar encerrada, o que pode ter influenciado o desfecho do caso. A defesa afirma que ainda não teve acesso ao recurso.
O perdão judicial, segundo a legislação, reconhece o crime e a autoria, mas não aplica pena; a punição é considerada suficiente pelas consequências já suportadas pela pessoa. Os defensores destacam o tempo de prisão e o desgaste social envolvendo Monique, que deixou a prisão na tarde de 4 de junho, após cinco anos de tramitação do caso.
Jairinho, ex-vereador, foi condenado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação. A pena foi fixada em 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, a cumprir inicialmente em regime fechado, além de indenizar em R$ 400 mil o pai de Henry. O julgamento durou dez sessões e é considerado o mais longo da história recente do Rio de Janeiro.
Especialistas observam que o caso reacende debates sobre a responsabilidade parental em situações de violência e sobre como a sociedade reage a mulheres em posições de acusação. De que forma essa decisão impacta a percepção pública sobre justiça e punição? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre esse tema tão delicado e relevante.
