Pataxós voltam a interditar Estrada da Balsa em protesto contra ordem de desocupação em Arraial d’Ajuda

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Indígenas da Aldeia Velha, do povo Pataxó, interditaram desde as 5h desta segunda-feira (8 de junho) a Estrada da Balsa, em Porto Seguro, na região de Arraial d’Ajuda. O protesto, próximo ao parque aquático após a Ladeira da Santa, mantém o bloqueio sem previsão de encerramento. A área em disputa soma cerca de 1.275 hectares e é alvo de uma ação que envolve a Fazenda Santo Amaro.

O cacique Reinaldo Pataxó afirmou que a mobilização é uma resposta à liminar da Justiça Federal que determina a desocupação da aldeia. “Estamos fechando a Estrada da Balsa em protesto contra a liminar concedida pela Justiça que determina a desocupação da nossa terra, a Aldeia Velha. É preciso respeitar os direitos dos indígenas”, disse o líder, enfatizando a gravidade do desfecho para a comunidade.

A decisão foi proferida pelo juiz federal Pablo Baldivieso, da Subseção Judiciária de Eunápolis, no âmbito de ação movida pela Cosvar Agropecuária Ltda. A área disputada fica em Arraial d’Ajuda e envolve aproximadamente 1.275 hectares. O magistrado determinou a desocupação voluntária no prazo de 60 dias; não cumprida a ordem, o caminho pode seguir para a retirada forçada.

Funai e União se manifestaram contrários a uma desocupação forçada, citando riscos de violência e impactos sociais para a comunidade Pataxó. O juiz, por sua vez, destacou que o direito de posse da empresa já estaria consolidado e que a devolução da área não é mais objeto de controvérsia no processo. O Ministério Público Federal também acompanha o caso, defendendo cautela.

Este é o segundo bloqueio em menos de uma semana promovido pela Aldeia Velha. No dia 2 de junho, o grupo já havia interditado a Estrada da Balsa para chamar a atenção ao conflito fundiário envolvendo o território reivindicado e a reintegração de posse. Até o momento, não há previsão para o encerramento do embargo, que permanece como ponto de tensão na região.

Como você enxerga esse conflito entre comunidades tradicionais e interesses de terra? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro das áreas disputadas no litoral baiano.

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