Caso Brenda expõe drama de pacientes em UPAs esperando transferência em MG

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Belo Horizonte – corredores lotados, pacientes em macas e a ausência de profissionais sinalizam fragilidades na rede de saúde de Ribeirão das Neves, após a morte de Brenda Larissa Maia na UPA Justinópolis. O caso, registrado em vídeo, reacende o debate sobre a regulação de vagas e a necessidade de ampliar a atenção primária na região metropolitana.

Entre as pacientes está Márcia Andréa de Carvalho Rocha, de 55 anos, internada desde 3/6 com dois rins comprometidos, anemia severa e necessidade urgente de hemodiálise e transfusão. Ela aguarda transferência para um hospital de Belo Horizonte, mas permanece na UPA, enquanto a gravidade do quadro se agrava.

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Nesta segunda-feira, a filha de Márcia, Michelly Vitória de Carvalho Rocha, 24 anos, afirmou ter pedido ajuda para salvar a mãe, acionando autoridades e mobilizando uma corrente de apoio. Ela relatou que a transferência para BH é necessária porque Ribeirão das Neves não tem leitos adequados para o quadro da mãe e que a demora persiste mesmo em situações graves.

A vereadora Marcela Menezes (PT) acompanha o caso e encaminhou um ofício à Secretaria Municipal de Saúde pedindo esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente, incluindo horários, procedimentos realizados, condições da unidade e possíveis problemas de estrutura ou insumos. Ela também solicitou informações sobre os profissionais de plantão.

A parlamentar defende ampliar a cobertura da atenção primária para evitar que a população procure emergências apenas quando a situação já é grave. Em sua avaliação, Ribeirão das Neves cresceu bastante, mas a rede de urgência e emergência não acompanhou esse ritmo, faltando profissionais, equipamentos e infraestrutura adequados.

Problemas na regulação de vagas – segundo Marcela, a regulação entre municípios da região metropolitana é falha, pouco transparente e sem perspectivas claras, o que leva moradores a depender de UPAs por mais tempo. A reportagem contactou a SES-MG e aguarda posicionamento sobre o funcionamento da regulação e sobre o caso de Márcia Andrea.

A Prefeitura informou que Brenda recebeu atendimento, realizou exames e permaneceu em observação na UPA Acrízio Menezes, até sofrer parada cardiorrespiratória durante o atendimento; a equipe médica tentou reanimá-la, sem sucesso. O texto oficial também não detalhou o número de profissionais de plantão naquele momento.

E, neste momento, especialistas destacam a necessidade de fortalecer a atenção primária e melhorar a regulação de vagas para evitar que situações como essa se repitam. O que você acha que pode ser feito para melhorar a saúde da nossa região? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre soluções para a cidade.

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