Resumo: A Federação de Futebol do Irã acusa os Estados Unidos de revogar a cota de 8% de ingressos destinada aos torcedores iranianos na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, medida tomada poucos dias antes do início do torneio e que dificulta a ida de fãs ao Mundial. O torneio acontece nos EUA, México e Canadá, e o Irã integra o Grupo G, com a estreia marcada para 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia.
A FIFA assegura que cada seleção tem direito a 8% dos ingressos para seus torcedores. A FFIRI afirma que a venda já havia começado antes da suposta revogação e critica a decisão, questionando como essa medida se encaixa no espírito das competições internacionais, além de pedir neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos.
Além da questão dos ingressos, o Irã enfrenta dificuldades logísticas. Em maio, a seleção transferiu sua base de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, alegando que os Estados Unidos não receberiam a delegação. Os regulamentos de vistos exigem entrada e saída dos EUA conforme as partidas da fase de grupos, e, em 6 de junho, a FFIRI afirmou que 15 dirigentes foram impedidos de entrar. O país também apresentou condições para participação, incluindo a possibilidade de atletas e dirigentes que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária serem autorizados a competir.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que jogadores iranianos serão bem-vindos à disputa, mas que pessoas com vínculos ao IRGC podem enfrentar restrições de entrada. O Irã foi o único país ausente do congresso da Fifa em Vancouver, em abril, e a entidade ainda não divulgou um posicionamento público detalhado sobre as acusações. Enquanto isso, o Mundial se aproxima, alimentando o debate sobre política e esportes no maior evento do futebol.
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