Naskar: calote em investidores completa 1 mês com nova troca de dono

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Naskar Gestão de Ativos vive uma crise que já dura meses: cerca de 3 mil clientes aguardam a devolução de recursos, e o prejuízo soma aproximadamente 900 milhões de reais. A fintech, ativa há 13 anos, opera sob intensa escrutínio, com mudanças na gestão e promessas de ressarcimento que ainda não se materializaram. O caso ganhou contornos de investigação e mantém investidores em alerta.

O começo da turbulência veio com pagamentos prometidos que não se concretizaram. O aplicativo da instituição deixou de funcionar em 6 de maio, e, desde então, clientes enfrentam dificuldades para contato com os sócios. A empresa já mudou de endereço e, recentemente, alterou a natureza jurídica, afastando-se de um histórico estável para um cenário de incerteza.

Na terça-feira, 2 de junho, o empresário Douglas Silva de Oliveira deixou o quadro societário. A gestão passou a aparecer em nome de uma idosa de 77 anos, Celia de Fatima Ferreira, natural de Uberlândia, sem histórico no mercado financeiro, o que elevou as dúvidas sobre quem de fato controla a fintech.

Em 14 de maio, a Azara Capital LLC, apresentada como compradora da Naskar por 1,2 bilhão de reais, assegurou que seria responsável por ressarcir os clientes a partir de 18 de maio. Não houve pagamentos, e Douglas Azara afirmou que continua como responsável, com a controladoria sob sua supervisão, e que a empresa migraria de LTDA para SA. Ele admitiu que houve mudança de diretoria, mas negou a saída.

A Azara é alvo de críticas por inconsistências: o site não traz nomes de dirigentes, o endereço fica em Miami e o perfil no Instagram foi criado recentemente. Enquanto isso, a promessa de ressarcimento não avançou, e os canais da Azara teriam sido suspensos por excesso de mensagens de investidores.

Conheça o ex-dono: Douglas Silva, 25 anos, mantém endereços no Distrito Federal e em Uberlândia e figura como sócio-administrador de pelo menos 12 empresas no Brasil, em setores que vão de fintechs a fazendas e postos de combustível. Entre os ativos está o Banco Phoenix, com participação da Jabuti Capital Venture Group Ltda, avaliada em torno de 1 bilhão de reais.

Somando os capitais das 12 empresas sob sua gestão, o montante chega a cerca de 2,4 bilhões de reais. Entre os nomes, surgem a Azara Instituição de Pagamentos, criada em fevereiro deste ano com Douglas como único sócio, e outras investidas que ampliam o portfólio do grupo. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso e já houve dezenas de boletins de ocorrência, sem que até o momento haja responsabilização formal.

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O episódio deixa perguntas sobre transparência, responsabilidade corporativa e o caminho para o ressarcimento dos recursos. O que você acha que deve prevalecer na condução desse caso: apuração rigorosa, responsabilização dos envolvidos e garantia de devolução aos investidores? Compartilhe suas opiniões nos comentários e acompanhe os próximos desdobramentos.

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