Ex?secretário adjunto de Transporte do Distrito Federal foi preso após ser identificado por câmeras de reconhecimento facial ao deixar o vagão de uma estação de metrô, em Brasília. Em meio a investigações anteriores, o caso envolve condenação por corrupção e peculato, com penas que somam quase três décadas quando somadas a outros crimes.

José Geraldo Oliveira de Melo, identificado pela polícia como ex-secretário adjunto de Transporte do DF, foi flagrado ao deixar o vagão de uma estação de metrô na capital. O mandado de prisão, que estava pendente há cerca de nove meses, foi efetivado, com a identificação ocorrendo via sistemas de reconhecimento facial utilizados pelas forças de segurança.
Segundo a autoria, José Geraldo é paciente oncológico e, por isso, ficou à disposição da Justiça, após ser encaminhado para avaliação médica e procedimentos legais. O desfecho do caso vai depender dos trâs poderes públicos, com a utilização de provas obtidas durante a década de investigações.
Relembre o caso
Em 2019, José Geraldo Oliveira de Melo e mais cinco envolvidos foram denunciados pelo Ministério Püblico do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por um esquema de cobrança de propina na Secretaria de Transporte. Junto a ele, eram citados Júlio Luís Urnau, Irones Lopes Bispo, Jesus da Silva Feitosa e Edson Fernandes, acusados de uso de empresas de fachada para ocultar a origem de recursos e movimentar valores suspeitos.
De acordo com a denúncia, Irones, Jesus e Edson atuavam como testas de ferro, mantendo em seus nomes bens ligados aos envolvidos, como carros de luxo incompatíveis com os ganhos mériticos dos cargos ocupados. A denúncia apontava que Geraldo recebeu 20% de um montante de R$ 1,9 milhão, totalizando R$ 380 mil, dinheiro supostamente depositado no Fundo de Transporte Coletivo do Distrito Federal (FTPC-DF).
Segundo o MPDFT, o pagamento teria sido combinado com Adevandro Pereira da Silva, João Gonçalves Fernandes (ex-diretor administrativo da Coobrataete), Luciene Vaz de Brito (ex-presidente da Coobrataete) e Josenildo Batista dos Santos (então presidente da Coopatag). Em fevereiro de 2024, a Vara Criminal e o Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante condenaram José Geraldo Oliveira de Melo a 9 anos, 4 meses e 20 dias de multa por corrupção e peculato, com a integração de crimes de lavagem de dinheiro e concussão. Somadas, as penas chegam a 29 anos de prisão.
As investigações apontam que o esquema envolvia desvio de recursos, uso de empresas de fachada e a camuflagem de bens de extremos de órgãos públicos, criando um circuito de propina ligado ao setor de transporte do DF. A cooperação entre diferentes atores do ramo revelou a complexidade da operação e reforçou a atenção das autoridades sobre práticas irregulares no uso de verbas públicas.
E você, o que acha da dura atuação das autoridades contra casos de corrupção no transporte público? Deixe seu ponto de vista nos comentários e participe do debate sobre transparência e responsabilidade na gestão de recursos do DF.
