EUA e Irã devem assinar acordo de cessar-fogo neste domingo; entenda

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Em meio a tensões no Oriente Médio, o presidente dos EUA, em seu segundo mandato, negocia com o Paquistão para fechar um cessar-fogo com o Irã, com assinatura prevista ainda neste fim de semana. O acordo é apresentado em duas fases e prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, um regime de taxas na rota marítima e o desbloqueio de ativos iranianos, entre outras medidas para a região.

Win McNamee/Getty Images
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump durante coletiva - Metropoles

O conflito entre EUA e Irã se intensificou desde 28 de fevereiro, quando ataques coordenados entre forças americanas e israelenses atingiram o Irã. A escalada levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, passagem vital para cerca de 20% do petróleo mundial, provocando altas no preço do combustível e impactos no comércio global, já pressionado por tensões regionais. A ação também provocou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, mergulhando a região em um cenário de confronto regional.

Nos bastidores, o chanceler iraniano Abbas Araghchi revelou pontos do que seria o acordo com os EUA. A primeira etapa envolve a assinatura de um memorandum de entendimento entre Washington e Teerã. Na sequência, estão previstos: a reabertura de Ormuz com um regime de taxas sob controle do Irã; um cessar-fogo de 60 dias para discutir a implementação da segunda fase; o fim da guerra no Líbano e o recuo de tropas de Israel; o desbloqueio de ativos iranianos congelados no exterior; e o fim do bloqueio dos portos do Irã.

Embora Trump afirme que o acordo criará uma “muralha” para impedir a obtenção de armas nucleares pelo Irã, autoridades iranianas destacam que as discussões sobre o programa nuclear só devem começar após a implementação da primeira fase do pacto.

O conteúdo final do acordo ainda não é totalmente público, mas o Paquistão mantém-se como mediador-chave em um cenário de impactos econômicos globais. A expectativa é de que a negociação possa reduzir tensões, abrir rotas marítimas cruciais e trazer maior previsibilidade aos mercados.

E você, o que pensa sobre essa tentativa de aproximação na região? Compartilhe sua opinião nos comentários sobre as implicações para a segurança regional e o abastecimento de energia mundial.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mulher é levada à delegacia após não pagar acarajé em Salvador

Salvador, Brasil — Uma mulher de 28 anos foi encaminhada à Central de Flagrantes depois de não pagar por um acarajé em um...

Facções criminosas viraram redes de empresários do crime, diz PF

As facções criminosas no Brasil deixaram de ser apenas grupos de tráfico tradicionais. Hoje operam como redes complexas, com atividades diversificadas, governança informal...

Jovem expressou receio em post antes de morrer em salto de rope jump

Resumo: Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu em Limeira (SP) após ser lançada da Ponte do Esqueleto durante a prática de...