Meta começa a desfazer aquisição de US$ 2 bilhões da Manus

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A Meta iniciou o desinvestimento da aquisição de US$ 2 bilhões da Manus AI, startup chinesa de agentes de IA, em meio a pressões regulatórias. A empresa cortou o acesso da Manus aos seus sistemas internos e suspendeu o compartilhamento de dados entre as companhias, o passo mais concreto até agora para cumprir a ordem chinesa emitida há cerca de dois meses por razões de segurança nacional.

Na prática, funcionários da Meta deixaram de usar ferramentas da Manus em projetos internos e a separação operacional entre as duas empresas está em andamento. Paralelamente, os cofundadores da Manus avaliam levantar aproximadamente US$ 1 bilhão junto a investidores externos, para recompor a startup sem o controle da gigante americana, com perspectivas de uma joint venture na China ou até uma listagem em Hong Kong.

A Manus ganhou notoriedade global com uma demonstração viral de seu agente de IA. Controlada pela Butterfly Effect, empresa chinesa, a startup transferiu a equipe para Cingapura em 2025 e anteriormentemente recebeu a aquisição pela Meta em dezembro do mesmo ano. Reguladores chineses começaram a analisar o negócio no início de 2026, citando potenciais violações de controles de exportação de tecnologia e regras de investimento externo, o que levou ao processo de separação em abril.

Entre os investidores, os norte-americanos da Manus — incluindo Benchmark — já receberam recursos da operação, enquanto parceiros asiáticos como Tencent, HSG e ZhenFund sinalizam cooperação com o desmembramento. Nos Estados Unidos, o debate ganhou volume após questionamentos sobre se o capital americano deveria fluir para uma empresa com ligações chinesas, refletindo tensões sobre IA e controle de tecnologia.

O caso se insere num movimento mais amplo de Pequim para manter controle sobre tecnologia estratégica. Reguladores passaram a exigir aprovação governamental para viagens de pesquisadores e executivos ao exterior, e empresas como Moonshot AI, StepFun e ByteDance precisarão dessa autorização para receber investimentos estrangeiros. Mesmo com a separação em curso, a Manus continua desenvolvendo produtos, anunciando integrações com Similarweb e Shopify.

Como repercussão, fica claro o embate entre inovação em IA e governança regulatória, com impactos potenciais em investimentos e estratégias de mercado na região. Qual é a sua leitura sobre o papel da China na governança de IA e como isso pode moldar grandes acordos tecnológicos no futuro? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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