PM que morreu em troca de taça ameaçava ex: “Encontro você no inferno”

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o cabo da Polícia Militar de Pernambuco José Maria Alexandre da Silva Júnior, 40 anos, morreu após entrar no apartamento da ex-companheira em Boa Viagem, em meio a uma fase marcada por ciúmes, mensagens ameaçadoras e uma medida protetiva de violência doméstica; a investigação aponta perseguição, pressa pela retirada da proteção judicial e indícios de envenenamento durante a madrugada seguinte.

Prints de conversas obtidos pela coluna revelam uma dinâmica tensa entre José Maria e Helen Kelly de Lima Pedrosa, a ex-companheira, com ameaças e ciúmes envolvendo outras pessoas. A medida protetiva foi concedida no início de maro, após episódios de violência física, e ambos se afastaram por momentos; depois, teriam iniciado uma esperança por voltar a ficar juntos, o que abriu caminho para violação recorrente da proteção.

De acordo com depoimento da mulher e declarações de seu advogado, Yuri Bold, o relacionamento era marcado por possessão, com tentativas de controlar o tempo de conversa com outros homens e acesso ao celular. A defesa aponta que a pressão para retirar a medida vinha associada a promessas de casamento e a uma união estável, avaliada pelo advogado como forma de convencer a ex-companheira a dar um fim à proteção.

A noite da fatalidade, conforme relatos, teve a participação do policial ao entrar no condomínio da ex-companheira, com autorização para frequentar o local apesar da medida protetiva. O encontro se estendeu pela madrugada, com consumo de energéticos e, mais tardiamente, indícios de intoxicação durante a convivialidade, levando à morte do militar ainda na casa.

Exerce ainda peso a versião apresentada pela defesa: as taças usadas pelo casal teriam sido trocadas por hora, já que a ex-companheira alugava quartos no apartamento. Segundo o advogado Yuri Bold, esse fato foi citado como elemento para explicar a ocorrência, o que levou a perícia a analisar as bebidas e as ta&ccedas para confirmar qualquer tipo de envenenamento.

As provas, incluindo as taças utilizadas pelo casal e amostras das bebidas, foram apreendidas e encaminhadas para a análise toxicológica. A polícia civil informou que não confirmou, atéo o momento, a hipótese de envenenamento, e o caso segue sendo investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco. A ex-companheira foi ouvida e liberada.

O depoimento de Helen Kelly, a vítima, confirma a pressão para retirar a medida protetiva, com promessas de casamento e união estável como modalidade de persuasão. Diretrizes jurídicas recentes reforçam a necessidade de cumprir com a proteção enquanto as investigações são concluídas.

Houve, ainda, relatos de uso de identidades de taças por terceiros para confundir. A investigação continua para esclarecer as circunândias do ocorrido e determinar eventuais responsabilidades criminais.

Este caso traz à tona a complexa dinâmica de violência doméstica, a importância de manter as medidas protetivas e a necessidade de investigações criteriosas para evitar novas tragédias. A coletânea de depoimentos, provas únicas e laudos toxicológicos devem orientar as próprias ações das autoridades.

E você, o que pensa sobre a proteção a v&iacut;rtimas de violência doméstica e o papel das medidas protetivas nesses casos? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa.

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