O ministro Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), compareceu nesta segunda-feira, 15 de junho, para prestar depoimento à comissão de sindicância que apura denúncias de importunação sexual. A oitiva, realizada no STJ, concentra-se em relatos envolvendo uma jovem de 18 anos que, segundo a acusação, passou as férias na casa dele, em Balneário Camboriú (SC).
A comissão, integrada por ministros do STJ e por uma desembargadora federal, já coletou cerca de 20 depoimentos, entre a acusação e a defesa, com a oitiva tendo começado por volta de 17h20. O objetivo é subsidiar o posicionamento dos magistrados ao fim da instrução.
Buzzi está afastado desde 10 de fevereiro. Em abril, o contracheque dele foi reduzido, passando de mais de R$ 100 mil líquidos para R$ 35 mil. A defesa afirma que as provas reunidas até agora corroboram a inocência do magistrado e afastam as acusações analisadas pelo CNJ.
Sobre o ambiente de trabalho, a defesa sustenta que a apuração indicou não haver condições para que o ministro e uma servidora permanecessem sozinhos no gabinete, conforme descrito na denúncia. Segundo os advogados, as testemunhas ouvidas não teriam presenciado episódios de assédio ou de comportamento inadequado.
A acusação de assédio ganhou notoriedade em janeiro, quando a jovem de 18 anos — filha de amigos do ministro — afirmou que esteve hospedada na casa dele em Balneário Camboriú. No relato, ela diz que, em 9 de janeiro, durante um banho de mar, o ministro, segundo a vítima, estaria visivelmente excitado e tentou agarrá-la três vezes. O ministro nega as acusações.
O caso, que também envolve investigações no STF e no CNJ, segue em andamento e permanece sujeito a novas declarações e provas. E você, qual a sua opinião sobre esse tipo de apuração envolvendo autoridades do Judiciário? Compartilhe nos comentários e participe da discussão.
