Terceira gestão assume operação do Hospital Regional de Porto Seguro após duas rescisões em 9 meses

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A partir de 15 de junho de 2026, a S3 Gestão em Saúde assumiu a gestão do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), em Porto Seguro, a terceira mudança administrativa em apenas nove meses, após uma sequência de protestos e inconformidades que marcaram as gestões anteriores.

O contrato de gestão é divulgado pelo Diário Oficial do Estado e inclui um valor global de R$ 297.309.515,88 para o custeio geral da operação, além de R$ 1.327.267,50 destinados a órteses, próteses e materiais especiais (OPME).

A mudança, formalizada pela Portaria nº 769 da Sesab em 12 de junho de 2026, transfere a administração do HRDLEM do Instituto Setes (antigo IGH) para a Associação de Proteção à Maternidade e Infância Ubáira – S3 Gestão em Saúde. O hospital continua sendo referência na Costa do Descobrimento, essencial para urgência, internações e atendimentos especializados.

Para assegurar uma transição sem interrupções, a Sesab criou uma Comissão de Transição, responsável por acompanhar a troca, levantar as condições atuais da unidade e produzir um inventário de materiais e insumos. A secretária Roberta Santana afirmou que a equipe da transição não deixará o hospital até que a nova gestão esteja plenamente operando.

Os desdobramentos não começaram ontem. Em setembro de 2025, já havia sido suspenso o contrato do IGH, diante de dificuldades na operação frente à demanda. Em 1º de dezembro do ano passado, a equipe de obstetrícia pediu demissão em massa, após redução salarial na gestão do Setes e atraso no pagamento de verbas rescisórias, agravando a assistência a gestantes e recém-nascidos.

Em resposta, a Sesab acionou o Cremeb e o Ministério Público para fiscalizar o hospital e assegurar a continuidade dos serviços. A Comissão de Transição também atuou para manter a escala de obstetras enquanto a nova gestão se instala.

Ainda em 2026, a Sesab notificou o Setes para encerramento do contrato de gestão do HRDLEM, citando supostas falhas como funcionamento irregular do tomógrafo, deficiência no abastecimento de materiais e atrasos no pagamento de honorários médicos. A disputa política entre Sesab e a Prefeitura de Porto Seguro ganhou contornos públicos, com o município alegando precariedade na estrutura hospitalar, enquanto a Sesab rebate que não há repasse local ao HRDLEM, lembrando que parte dos recursos citados vem de transferências federais aos cofres estaduais.

A secretaria informa ainda que, nos últimos três anos, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 18 milhões na expansão e qualificação do HRDLEM, incluindo 20 novos leitos de UTI, uma nova emergência com nove leitos de estabilização, emergência pediátrica e obstétrica, além de promessas de mais leitos, tomógrafo e centro de endoscopia e colonoscopia.

E você, o que acha dessas mudanças na gestão de um hospital tão relevante para a região? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre atendimento público de qualidade.

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