A apuração da Presidência do Peru chegou a 99% dos votos, apontando Keiko Fujimori à frente de Roberto Sánchez por uma margem estreita: 50,085% (9.119.025 votos) contra 49,915% (9.088.104 votos).
Entre os votos válidos, Sánchez lidera dentro do país, com 48.615 votos a mais do que Fujimori neste recorte. Já Fujimori tem forte apoio entre peruanos que votaram no exterior, registrando vantagem de 79.779 votos nessa camada.
Apesar da diferença, a proclamação oficial pode levar até 30 dias, dependendo de recursos e impugnações apresentadas pelas campanhas. O Jurado Eleitoral Especial já iniciou a recontagem de atas contestadas para evitar erros que possam comprometer a votação.
O cenário no Peru continua marcado pela instabilidade política. Nos últimos dez anos, o país vivenciou várias mudanças de governo, com destituições e renúncias. A eleição deste ano também abre caminho para a volta de um sistema bicameral, com Câmara e Senado, aproximando-se de um modelo similar ao brasileiro.
- Pedro Pablo Kuczynski – 2016 a 2018 (renunciou)
- Martín Vizcarra – 2018 a 2020 (destituído)
- Manuel Merino – 2020 (cinco dias, renunciou)
- Francisco Sagasti – 2020 a 2021 (mandato temporário)
- Pedro Castillo – 2021 a 2022 (destituído)
- Dina Boluarte – 2022 a 2025 (destituída)
- José Jerí – 2025 a 2026 (destituído)
- José María Balcázar – 2026 até o momento (mandato temporário)





Para entender o impacto institucional, vale lembrar: o país encerra décadas de instabilidade, e o próximo governo terá pela frente a tarefa de consolidar instituições e, possivelmente, legitimamente completar o ciclo de hoje com uma arquitetura legislativa reconstruída.
Como você vê o desfecho dessa eleição e o papel do Congresso no cenário peruano? Deixe seu comentário com a sua leitura sobre o que esperar para os próximos meses no Peru e no relacionamento com o Parlamento.
