O técnico Amir Ghalenoei, da seleção iraniana, reclamou das condições enfrentadas pela equipe na Copa do Mundo de 2026. Em Los Angeles, após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, ele desabafou diante de Gianni Infantino, cobrando apoio mais firme da Fifa para a delegação e melhores condições de preparação.
Ghalenoei afirmou que as restrições impostas pela situação entre Irã e Estados Unidos prejudicaram a preparação do time. Em entrevista veiculada pela Tasnim, o treinador disse que a equipe foi vítima de injustiças logísticas e destacou o aspecto humano do problema, lembrando que o grupo enfrentou dificuldades significativas para chegar ao Mundial.
De acordo com o treinador, a distância entre o Irã e os EUA, de cerca de dez horas e meia, tornou tudo ainda mais difícil. A delegação tem atuado sob movimento restrito, recebendo autorização para ingressar em território americano apenas na véspera das partidas, e precisando voltar ao país vizinho logo após os jogos.
A logística também impactou a recuperação física dos atletas. Ghalenoei citou ainda um episódio no retorno após a estreia, quando o capitão da equipe e um integrante da comissão foram retidos em um aeroporto, atrasando o retorno ao hotel e a preparação para o próximo duelo.
O treinador ressaltou que, diante dessas situações, a equipe pode ter sido “a mais agredida” da história da Copa do Mundo, e pediu uma atuação mais firme da Fifa para assegurar condições dignas durante a competição. A reportagem também lembrou que o ex-jogador Youri Djorkaeff participou da sessão de fala em apoio à delegação. Ao final, Ghalenoei destacou que o futebol deve ser um espaço de humanidade, diversão e respeito, o que não ocorreu segundo ele durante a estadia da equipe.
Como você lê a situação da seleção iraniana e as restrições impostas aos times que atuam em contextos político-diplomáticos? Deixe seu comentário com a sua visão sobre o que precisa mudar para que o futebol siga sendo um espaço de competição justa e respeito aos atletas.
