Resumo: o Copom decidiu reduzir a Selic em 0,25% ao ano, para 14,25%, marcando a terceira queda consecutiva. A decisão ocorre em meio à desaceleração da inflação e a um cenário externo ainda volátil, com a Selic já tendo chegado a 15% entre junho de 2025 e março deste ano.
O Comitê divulgou que o ambiente internacional permanece carregado de incertezas, sobretudo pelas negociações sobre um acordo para encerrar conflitos no Oriente Médio e pelos impactos já sentidos da guerra nas condições financeiras globais. O comunicado enfatizou a maior volatilidade de preços de ativos e de commodities como parte desse cenário externo imprevisível.
Na ata anterior, em abril, o Copom já havia sinalizado que o ritmo mais brando de queda poderia continuar diante das incertezas geopolíticas e de uma inflação que tende a permanecer elevada por mais tempo. A guerra provocou aumento nos preços de combustíveis e alimentos, dificultando cortes mais expressivos da taxa.
Reação do setor produtivo Após o anúncio, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou o recuo de apenas 0,25%, afirmando que não basta para aliviar a “asfixia financeira” de empresas e famílias. Ele ressaltou que juros reais ainda seguem elevados, elevando o custo do crédito e limitando planos de produção e expansão Industrial.
O quadro atual pede cautela para economias emergentes, com a volatilidade de ativos e commodities mantendo o câmbio e o crédito sob pressão. A leitura predominante é de que, embora a inflação tenha cedido, o ambiente externo continua a exigir planejamento prudente diante de possíveis choques adicionais e de ajustes nas condições financeiras globais.
E você, o que acha que essa decisão do Copom significa para o seu bolso e para os próximos movimentos da economia? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como essa mudança afeta suas finanças e planos futuros.
