Lula liga para Jaques Wagner após operação da PF no Caso Master; aliados dizem tom leve e permanecem cautelosos sobre mudanças na liderança no Senado
O presidente Lula ligou para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, nesta quinta-feira (18/6), mais de uma vez, após a operação da Polícia Federal ligada ao Caso Master. Em uma das ligações, Wagner atendeu no viva-voz, no seu escritório em Salvador, em tom considerado por aliados como leve. A conversa não tratou de substituição de Wagner na liderança do governo no Senado.
Os contatos ocorrem num momento de tensão entre o Planalto e parte do Congresso, em meio a investigações e a avaliação interna sobre a permanência de Wagner na liderança. Uma ala do governo sugeriu que ele deixasse o posto, mas interlocutores próximos lembram que Lula e Wagner são amigos há mais de 40 anos e mantêm uma relação de confiança.
Na avaliação dos aliados de Wagner, a conversa com Lula manteve o clima de cordialidade e transmitiu a ideia de solidariedade diante das investigações. Mesmo com o desgaste, não houve sinal claro de uma mudança imediata na liderança, segundo quem acompanhou o diálogo.
As apurações da PF giram em torno de possíveis favorecimentos ao Congresso em propostas ligadas ao Banco Master. Entre as condutas sob suspeita está a articulação de Wagner para ampliar o crédito consignado, além da citada Emenda Master, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF suspeita de vantagens indevidas envolvendo o parlamentar, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outras regalias que, somadas, chegariam a pelo menos R$ 3 milhões.



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Apesar da atenção dada ao caso, a reportagem mostra que o ritmo das conversas entre Lula e Wagner manteve um tom conciliador, sem sinal claro de mudança imediata na liderança do governo no Senado. A expectativa entre aliados é de que os próximos desdobramentos sejam discutidos entre as lideranças e o Palácio do Planalto, com cautela para não agravar a crise política.
A investigação da PF e a pressão interna ganham relevância neste momento, mas a impressão entre interlocutores próximos é de que o vínculo pessoal entre Lula e Wagner pesa na avaliação de eventuais substituições. A relação de quatro décadas entre os dois é apontada como fator-chave para a confiança mútua, apesar das tensões decorrentes das apurações.
Qual a sua leitura sobre o desfecho dessa história? Você acredita que Wagner deve permanecer na liderança ou vê espaço para mudanças no curto prazo? Deixe seu comentário com suas opiniões e perguntas.
