Lula “vai conduzir bem” situação de Jaques Wagner, diz Alckmin

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Lula “vai conduzir bem” situação de Jaques Wagner, diz Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o presidente Lula vai conduzir a decisão sobre a permanência de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado, diante da operação da Polícia Federal ligada ao Caso Master. A fala reforça a aposta de que o governo respeita a autonomia da PF, ao mesmo tempo em que busca evitar desfechos políticos abruptos durante a crise.

A declaração foi proferida neste sábado (20/6), em Dom Aquino (MT), durante agenda ligada à entrega de obras do setor ferroviário. Lula será o responsável por tratar do tema com responsabilidade, destacou Alckmin, reiterando que a Polícia Federal e os órgãos de controle têm independência para cumprir o seu trabalho sem interferência política.

“O presidente Lula vai conduzir bem a questão e queria destacar aqui o compromisso do governo do presidente Lula com o espírito republicano. A Polícia Federal, os órgãos de controle, tem total independência para cumprir o seu trabalho.”

A operação em questão é a nona fase da Compliance Zero e investiga irregularidades ligadas ao Banco Master. Os investigadores buscam esclarecer se Wagner atuou a favor de pautas da instituição, como a ampliação do crédito consignado, além da chamada “Emenda Master”, apresentada por Ciro Nogueira (PP-PI). A PF também suspeita de vantagens indevidas ao senador, incluindo um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e outros benefícios que, somados, chegam a cerca de R$ 3 milhões.

Além de Wagner, a operação atingiu o empresário Augusto Lima, ex-sócio da Vorcaro, com base em mensagens recuperadas do celular dele. Wagner, porém, já deixou claro que não pretende abandonar a liderança e seguirá na posição, mantendo sua pré-candidatura ao Senado. O senador disse ter o apoio de Lula.

O presidente Lula, por sua vez, não fez pronunciamentos oficiais sobre o caso em agenda recente. Questionado, durante visita a Minas Gerais, se Wagner permanece na liderança, ele respondeu apenas com um sutil gesto de polegar, sinalizando provável continuidade entre aliados. O episódio acirra o debate sobre equilíbrio entre independência institucional e alianças políticas em ano de campanha.

E você, como enxerga o papel da Polícia Federal nesse momento e a influência da liderança do governo no Senado na condução de crises entre Executivo e Judiciário? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

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