O Nordeste está consolidando-se como a região de maior crescimento do Brasil, com melhoria no mercado de trabalho, andamentos de grandes obras e uma agenda de crédito público que redesenha o mapa do desenvolvimento nacional. O debate em Brasília mostrou que não se trata apenas de promessa, mas de uma realidade em movimento.
Em Brasília, o presidente do Banco do Nordeste (BNDEs), Paulo Câmara, destacou o ganho de visibilidade da região. O Nordeste já responde por cerca de 28% da capacidade de geração de energia limpa do país, atraindo investimentos e colocando a região no centro das políticas públicas nacionais. Em 2025, o banco contratou cerca de R$ 68,4 bilhões em crédito, sinal de fôlego financeiro para projetos locais.
O secretário Eduardo Tavares, da Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros, reforçou que o Nordeste não é mais uma região do futuro, mas do presente: está conectada globalmente e é parte central de estratégias de atuação pública. O PAC destaca-se por trazer ações que impactam o cotidiano, como a universalização do SAMU, com aquisição de equipamentos da indústria nacional, fortalecendo o sistema de saúde regional.
No âmbito do PAC, cerca de 17 mil empreendimentos atingem o Nordeste, com aproximadamente um terço já concluído. Roberto Garibe, da Casa Civil, ressaltou que “100% dos municípios do Nordeste têm alguma ação do PAC”, evidenciando o alcance das medidas. O volume de crédito aos entes federativos no ano atual também reforça essa aposta.
Maria Fernanda Coelho, diretora do BNDES e presidente da ABDE, lembrou que a região saiu do papel para o campo prático: houve reposicionamento estratégico com três pilares — parceria com instituições financeiras locais, orçamento exclusivo para a região e taxas diferenciadas para estimular o crédito. No primeiro trimestre, as aprovações do BNDES para o Nordeste somaram R$ 3,38 bilhões, um avanço de 98% frente ao mesmo período de 2025, segundo dados da Sudene.
Francisco Ferreira Alexandre, superintendente da Sudene, reforçou o papel do Nordeste como motor de investimentos, destacando que atrair capital externo e interno requer reduzir disparidades regionais. O diretor da Neoenergia, João Paulo Rodrigues, apontou que o Nordeste já detém 28% da capacidade instalada do país e que 90% do portfólio eólico em construção está na região, sinalizando capacidades robustas de instalação de energia renovável. José Aldemir Freire, do BNB, lembrou que esse momento decorre de decisões políticas que desconstroem o antigo padrão regional e promovem uma atuação mais desconcentrada e diversificada do desenvolvimento.
Mecanismos de infraestrutura também se fortalecem: a ferrovia Transnordestina, que já recebe investimentos superiores a R$ 15 bilhões, amplia a integração logística entre o interior e os portos, conectando a malha ferroviária aos canais de exportação. Além disso, há foco em fontes hídricas estratégicas para equilibrar a disponibilidade de água com o crescimento econômico regional, buscando uma trajetória sustentável a longo prazo.
Assista ao talk completo no link incorporado: o conteúdo traz debate sobre resultados e perspectivas da região que mais cresce no país, com insights de especialistas, políticos e lideranças locais.
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