Moraes enviou a pedido de Lindbergh Farias para a Presidência do STF, abrindo a possibilidade de ligar o caso do financiamento do filme Dark Horse a investigações já em curso, com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Flávio Bolsonaro no radar da petição apresentada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que os fatos já são objeto de apuração em outro procedimento no STF.
A decisão foi assinada na tarde desta segunda-feira (22/6). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, ficará responsável por decidir se o pedido deve seguir ao relator do inquérito relacionado ao caso Master, o ministro Alexandre de Moraes, ou se haverá redistribuição. Segundo a PGR, o episódio envolvendo Dark Horse já está sendo analisado em outro inquérito, o que orienta a desentranhamento da notícia-crime.
Lindbergh sustenta que há indícios de que recursos originalmente negociados para financiar a cinebiografia teriam sido remanejados para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O peticionante aponta Bolsonaro e Flávio como beneficiários diretos ou indiretos dos fatos, alegando que o filme serviria para reconstruir a imagem pública do ex-presidente e pressionar por anistias, com atuação internacional para pressionar o Supremo.
A peça argumenta que a hipoteca entre o financiamento do longa e a ofensiva internacional de Eduardo indicaria uma estratégia familiar e política para constranger o tribunal e influenciar decisões relacionadas a sanções internacionais contra o Brasil, conectando-se ao inquérito que investiga ações envolvendo autoridades brasileiras.
E você, o que acha dessa movimentação no Judiciário? Comente abaixo suas impressões sobre como cinema e política podem se cruzar de maneira a impactar decisões legais no país.
Galeria de imagens



