Justiça dos EUA aceita entrada da AGU e barra revelia contra Moraes

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: a Justiça dos EUA autorizou a intervenção formal do governo brasileiro no processo movido por Trump Media e pela Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e suspendeu por ora a tramitação do pedido de revelia. Com isso, o Brasil passa a atuar como parte na ação, e as plataformas terão 14 dias para apresentar resposta ao pedido de extinção da ação, em meio a acusações de censura de discursos políticos.

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro do STF Alexandre de Moraes

A decisão, assinada nesta terça-feira (23/6) pela juíza Mary Scriven, da Corte Distrital da Flórida, acolheu o argumento de que o Brasil é a parte legítima para figurar no polo da ação e autorizou sua atuação formal no processo. Em consequência, a tramitação do pedido de revelia apresentado pela Trump Media e pela Rumble fica interrompida.

Segundo o processo, aberto pela Trump Media e pela Rumble, o objetivo é contestar o que as empresas chamam de censura de discursos políticos por parte do ministro do STF, com a alegação de que Moraes violou direitos de liberdade de expressão. O Rumble relaciona o caso ao presidente dos EUA, Donald Trump, que está em seu segundo mandato, e acusa o magistrado de atuar fora da legalidade ao derrubar conteúdos no Brasil.

“Como o Brasil afirma ser a parte legítima para figurar no polo da ação, o Tribunal também defere o pedido para anular a determinação judicial de que os autores solicitem imediatamente a decretação da revelia.”

A juíza Scriven determinou que as duas empresas apresentem, no prazo de 14 dias, resposta ao pedido de extinção da ação formulado pela AGU. O órgão sustenta que Moraes atuou no exercício de suas funções como integrante do STF, e, por isso, não poderia ser processado individualmente no caso.

Acusação de censura

O Rumble abriu a ação nos EUA em fevereiro do ano anterior, em conjunto com a Trump Media, alegando censura de conteúdos políticos no Brasil. O processo afirma que Moraes ordenou a derrubada de conteúdos e que tais ordens não deveriam ter efeito legal no país norte?americano. Em 2025, Moraes determinou a suspensão da rede no Brasil por violações às decisões judiciais, destacando que bolsonaristas usavam a plataforma para disseminar informações falsas e ataques às instituições democráticas brasileiras.

Essa disputa evidencia o embate entre plataformas internacionais e decisões judiciais locais, mantendo o debate sobre como equilibrar liberdade de expressão e a aplicação da lei em ambiente digital. O caso segue em andamento, com novas manifestações previstas das partes.

E você, como vê esse confronto entre plataformas globais e o Judiciário brasileiro? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe suas perspectivas sobre censura, liberdade de expressão e responsabilidade das redes sociais.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Polícia desarticula laboratório de drogas e apreende mais de 160 kg de cocaína em Cafarnaum

Um laboratório de drogas foi desarticulado em Cafarnaum durante diligências da Operação Timeline, desdobramento da Operação Strike. Além do fuzil calibre 7,62, foram...

Mãe ficou 5 horas com bebê morto no útero à espera de cirurgia no DF

Gestante de oito meses, Ketlen Stefany Ferreira, ficou horas à espera de uma cesárea após a morte intrauterina do filho Alef Gael, em...

Deputada Erika Hilton aciona MPF para que que proíba comentaristas de estimular apostas esportivas em transmissões

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao Ministério Público Federal que a Justiça proíba a divulgação de apostas esportivas por comentaristas durante...