China liberta 9 membros da Igreja Zion e mantém líderes presos

Escrito por: Diógenes Cunha

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Nove membros da Igreja Zion foram libertados após mais de oito meses de detenção na China; nove líderes permanecem presos, diante de acusações mais graves, em meio à persistente perseguição à denominação desde 2018.

Ao deixar o centro de detenção em Beihai, as famílias aguardaram o lado de fora para receber os crentes, que pareciam estar em boa condição física e mental. Em nota, a ChinaAid saudou a libertação, descrevendo-a como uma resposta às orações de cristãos ao redor do mundo e destacando o momento como um alívio pela reunião com as famílias.

No entanto, nove líderes da igreja continuam detidos e agora respondem a acusações mais graves: os pastores Ezra Jin Mingri, Wang Lin, Gao Yingjia, Yin Huibin, Liu Zhenbin, Lin Shucheng, Wang Cong, o ancião Wang Zhong e Wu Qiuyu foram transferidos para a Procuradoria do Povo do Distrito de Yinhai, em Beihai, para responder por supostas “operações comerciais ilegais” e “fraude”.

A Zion afirmou publicamente que as acusações não refletem a realidade e negou que suas atividades de treinamento bíblico constituam um negócio ilegal, ressaltando que as doações são voluntárias e não configuram fraude. A igreja pediu que as acusações fossem retiradas e que as autoridades respeitassem a liberdade religiosa.

O caso teve início em outubro de 2025, quando cerca de 30 membros e líderes da Igreja Zion foram presos durante operações noturnas em várias cidades. fundada em 2007 pelo pastor Ezra Mingri, a igreja cresceu para cerca de 10 mil fiéis em 40 cidades, tornando-se uma das maiores redes domésticas do país. Em 2018, foi proibida pelo governo após resistir à instalação de câmeras na sede em Pequim, e várias filiais foram alvo de investigações.

O tema suscitou reações internacionais: o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, exigiu a libertação dos dirigentes e apontou a repressão do PCC contra cristãos que optam por adorar em igrejas domésticas não registradas. Ex-vice-presidente Mike Pence e ex-secretário de Estado Mike Pompeo também condenaram as prisões. Redes de igrejas na China e nos EUA estão pedindo a libertação dos detidos.

E você, o que pensa sobre a liberdade religiosa e os casos de perseguição religiosa na China? Compartilhe sua opinião nos comentários e ajude a ampliar o debate sobre esse tema.

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