Presidente Petro denuncia fraude contra o voto na eleição da Colômbia

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A Colômbia vive tensão após a divulgação da pré-contagem da eleição presidencial, com o presidente Gustavo Petro denunciando irregularidades e apontando possível fraude em formulários e registros de voto. A primeira tendência apontada pela apuração preliminar favorece o opositor Abelardo De La Espriella, o que levou Petro a exigir apuração rigorosa e a apresentar suspeitas sobre o funcionamento do sistema eleitoral.

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Petro citou alterações nos formulários E-14, que registram os votos em papel, e mudanças nos logs de IP de vários servidores do Registro Nacional, afirmando que o software foi comprometido para registrar dados de seções eleitorais. Em sua rede social, ele mencionou “os escritórios dos irmãos Bautista” como responsáveis por parte das irregularidades e sugeriu envolvimento de Israel, considerado a única entidade capaz de realizar tais modificações.

Ele também chamou atenção para uma acusação sobre um consulado com 80 eleitores inscritos que teria registrado mil votantes, apontando que, na pré-contagem, De La Espriella aparece com 49,66% dos votos válidos (12,9 milhões) contra 48,70% de Iván Cepeda (12,7 milhões) — uma diferença de cerca de 250 mil votos em um universo de 26,3 milhões de eleitores, com participação de 63,6%.

A pré-contagem, vale lembrar, tem caráter informativo e não decide o vencedor; o escrutínio — conduzido por juízes eleitorais com fiscalização de partidos — verifica os formulários E-14 e consolida o resultado oficial. Petro também citou possíveis irregularidades no exterior e mencionou um consulado com 80 eleitores que registrou mil votantes, aumentando as especulações sobre o processo.

Cepeda manteve cautela, dizendo, em coletiva, que sua campanha apresentou 57,1 mil reclamações para serem analisadas pelos jurados eleitorais. Ele afirmou que só reconhecerá o resultado após o escrutínio, seguindo os procedimentos democráticos e as garantias legais. Especialistas destacam que o escrutínio é o espaço para confirmar denúncias e resolver dúvidas, ainda que a denúncia de Petro amplie o debate público.

Contexto internacional: a missão da OEA elogiou a jornada eleitoral e pediu aos colombianos que aguardem o veredito com responsabilidade, mantendo a proteção das instituições democráticas. A UE também deve apresentar um balanço preliminar. O registrador nacional, Hernán Penagos, afirmou que o processo é eficiente e conduzido por juízes, não pela Registradoria, com as comissões eleitorais apurando por zona e município.

E você, qual a sua leitura sobre as acusações e o caminho para o desfecho oficial? Deixe sua opinião nos comentários — sua visão pode somar ao debate sobre a democracia na Colômbia.

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