Resumo
Casas Bahia encerra atividades de quase 300 lojas no Brasil, incluindo 12 unidades em Salvador; demissões podem chegar a 3 mil funcionários, conforme o Valor Econômico; fechamento afeta shoppings da capital; prejuízos no início de 2026 pressionam a operação; expansão do e-commerce é apontada como resposta.
Palavras-chave: Casas Bahia, encerramento de lojas, Salvador, prejuízos, varejo, e-commerce
Salvador — A Casas Bahia anunciou o fechamento de quase 300 lojas em todo o Brasil, incluindo 12 unidades na capital baiana, nesta sexta-feira (14). A medida envolve demissões de cerca de 1,9 mil funcionários, com projeção de chegar a 3 mil, segundo o Valor Econômico, como parte de uma estratégia para frear prejuízos expressivos.
Em Salvador, as unidades Baixa dos Sapateiros, Manuel Dias, Avenida Sete de Setembro e Cabula (Silveira Martins) foram fechadas. Também encerraram as atividades as lojas localizadas nos shoppings Salvador, Bahia, Paralela, Barra, Piedade, Parque Shopping Bahia, Salvador Norte e Bela Vista. Com isso, nenhuma loja da rede permanece em funcionamento nos shoppings da cidade.
A ação faz parte de um movimento de redução de estrutura para conter perdas. Nos primeiros três meses de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 1,06 bilhão, mais do que o dobro dos R$ 408 milhões de perdas apuradas no mesmo período de 2025. Nos 12 meses encerrados em março, a rede fechou 26 lojas, sendo 12 Casas Bahia e 14 Ponto Frio. Ao fim de 2025, a empresa operava 1.042 lojas, ante 1.064 em 2024 e 1.078 em 2023.
Enquanto as lojas físicas encolhem, a companhia aposta no comércio eletrônico. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios cresceram 26%, e as vendas em lojas físicas recuaram 1,8%. A receita bruta avançou 6,4%, chegando a R$ 8,8 bilhões.

