Dólar sobe para R$ 5,18 e atinge maior valor desde fim de março

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o dólar ganhou fôlego frente ao real e fechou próximo de R$5,19, em meio à aversão global ao risco e a expectativas sobre inflação nos EUA. A bolsa brasileira avançou, apoiada por Petrobras e bancos, após a ata do Copom sinalizar possibilidade de pausa no ciclo de cortes de juros. No cenário externo, Nasdaq caiu e o petróleo recuou diante de tensão geopolítica e de perspectivas sobre a oferta global.

O dólar à vista valorizou 0,89%, encerrando em 5,187 reais, a maior cotação de fechamento desde 30 de março, tendo chegado a 5,19 durante a sessão. A incerteza sobre a inflação norte-americana manteve o apetite por ativos seguros, enquanto a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, fechou em alta de 0,52%, aos 171.258 pontos. As maiores altas ficaram com Petrobras, bancos e ações ligadas ao ciclo econômico, ajudando a recuperação do índice.

No imaginário dos agentes, a ata do Copom trouxe alívio ao reduzir parte das dúvidas sobre os próximos passos da política monetária. O documento sugere que a autoridade pode pausar o corte de juros dependendo do cenário internacional, o que ajudou a moderar o desconforto inicial após o comunicado da semana anterior, que não detalhava o caminho da Selic.

Fora do Brasil, o humor tratou de se manter contido. O Nasdaq recuou quase 2% diante de resultados de tecnologia e IA, com os investidores atentos ao ritmo da economia dos EUA e aos sinais do Fed sobre inflação e juros. Na Europa, dados de atividade mais fracos também reforçaram a cautela entre os mercados globais.

No radar de commodities, o petróleo abriu o passo em baixa. O Brent para setembro caiu 0,93%, para 76,80 dólares por barril, enquanto o WTI para agosto recuou 0,88%, para 73,21 dólares. a queda reflete o monitoramento do fluxo de oferta, incluindo possíveis flexibilizações ligadas ao petróleo iraniano, diante de novas leituras sobre o equilíbrio do mercado global.

Em termos de cenário, o câmbio no Brasil respondeu à dicotomia entre indicadores domésticos mais contidos e o viés externo ainda carregado de incerteza. As negociações internacionais e a evolução da inflação americana devem manter o dólar sob monitoramento, com o Copom equilibrando expectativas locais e o humor externo à medida que novos dados chegam.

Gostou das informações? deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como o cenário externo pode impactar a economia brasileira nos próximos meses.

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